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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Espanha: Missas e vigílias de oração pelos ataques em Paris

Arcebispo de Madrid, Dom Carlos Osorio, convocou uma missa na Catedral da Almudena

Madrid, 16 de Novembro de 2015 (ZENIT.org)

Os bispos espanhóis emitiram várias declarações condenando os ataques terroristas em Paris e pedindo orações pelas vítimas e suas famílias. Em Madrid, o Arcebispo Carlos Osorio Serra convocou uma celebração eucarística na quarta-feira, 18 de novembro, na Catedral da Almudena.

"Por ocasião dos ataques terroristas que têm enchido com sangue, dor e luto a cidade irmã Paris, a Arquidiocese de Madrid se sente fraternalmente solidária com as vítimas e o imenso sofrimento de suas famílias e toda a nação francesa", indicou o prelado em nota.

"Condenamos o uso blasfemo de Deus como uma desculpa para a barbárie e convocamos a comunidade católica e aqueles que quiserem, a participar da celebração eucarística na Catedral de Santa María la Real de la Almudena na próxima quarta-feira, 18 de novembro, às 20:00 (horário local), para pedir ao Deus da vida e da paz pelo eterno descanso dos falecidos, a rápida recuperação dos feridos, o fim dos atos fratricidas, a conversão dos assassinos, o cessar da violência e do ódio, para que a paz e a justiça se tornem presentes em todos os lugares do mundo", acrescentou Dom Osoro.

Além disso, centenas de jovens encheram a Catedral de Valência no sábado à noite, em uma vigília presidida pelo Cardeal Antonio Canizares Llovera. Durante o encontro, o arcebispo de Valência, disse que, ante o terrorismo, "a arma dos cristãos é a oração" e recordou que "identificar-se com Jesus não é levar a vingança, mas o perdão”.

No início da vigília, o Cardeal exortou os presentes a "rezar pelo sofrimento da humanidade, não como espectadores, mas como protagonistas, como Jesus orou na cruz, identificando-se e assumindo o sofrimento dos outros".

Depois de agradecer a presença de todos, o arcebispo de Valência, convidou os jovens a "viver intensamente esta noite de oração, noite no Getsêmani, onde Jesus identificou-se com a dor dos homens, sofreu e pediu não o que ele queria, mas o que o Pai queria, amou até o fim; a fazer deste mundo um mundo que ama, que respeita a vida do homem e sua dignidade inviolável".

Por fim, o Cardeal Cañizares encorajou os presentes a "estar sempre ao lado daqueles que sofrem, dos feridos, de suas famílias" e também aconselhou que, ante o terrorismo, "não sejamos ingénuos, mas abramos os olhos, incluindo os da fé, que é o que Deus pede a nós".

A vigília de oração, que começou às 22 e terminou a meia-noite, aconteceu com a catedral pouco iluminada e os jovens sentados no chão, intercalando períodos de silêncio, oração e músicas de Taizé.

(16 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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