Arcebispo de Madrid, Dom Carlos Osorio, convocou uma missa na Catedral da Almudena
Madrid,
16 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Os bispos espanhóis emitiram várias declarações condenando os
ataques terroristas em Paris e pedindo orações pelas vítimas e suas
famílias. Em Madrid, o Arcebispo Carlos Osorio Serra convocou uma
celebração eucarística na quarta-feira, 18 de novembro, na Catedral da
Almudena.
"Por ocasião dos ataques terroristas que têm enchido com sangue, dor e
luto a cidade irmã Paris, a Arquidiocese de Madrid se sente
fraternalmente solidária com as vítimas e o imenso sofrimento de suas
famílias e toda a nação francesa", indicou o prelado em nota.
"Condenamos o uso blasfemo de Deus como uma desculpa para a barbárie e
convocamos a comunidade católica e aqueles que quiserem, a participar
da celebração eucarística na Catedral de Santa María la Real de la
Almudena na próxima quarta-feira, 18 de novembro, às 20:00 (horário
local), para pedir ao Deus da vida e da paz pelo eterno descanso dos
falecidos, a rápida recuperação dos feridos, o fim dos atos fratricidas,
a conversão dos assassinos, o cessar da violência e do ódio, para que a
paz e a justiça se tornem presentes em todos os lugares do mundo",
acrescentou Dom Osoro.
Além disso, centenas de jovens encheram a Catedral de Valência no
sábado à noite, em uma vigília presidida pelo Cardeal Antonio Canizares
Llovera. Durante o encontro, o arcebispo de Valência, disse que, ante o
terrorismo, "a arma dos cristãos é a oração" e recordou que
"identificar-se com Jesus não é levar a vingança, mas o perdão”.
No início da vigília, o Cardeal exortou os presentes a "rezar pelo
sofrimento da humanidade, não como espectadores, mas como protagonistas,
como Jesus orou na cruz, identificando-se e assumindo o sofrimento dos
outros".
Depois de agradecer a presença de todos, o arcebispo de Valência,
convidou os jovens a "viver intensamente esta noite de oração, noite no
Getsêmani, onde Jesus identificou-se com a dor dos homens, sofreu e
pediu não o que ele queria, mas o que o Pai queria, amou até o fim; a
fazer deste mundo um mundo que ama, que respeita a vida do homem e sua
dignidade inviolável".
Por fim, o Cardeal Cañizares encorajou os presentes a "estar sempre
ao lado daqueles que sofrem, dos feridos, de suas famílias" e também
aconselhou que, ante o terrorismo, "não sejamos ingénuos, mas abramos os
olhos, incluindo os da fé, que é o que Deus pede a nós".
A vigília de oração, que
começou às 22 e terminou a meia-noite, aconteceu com a catedral pouco
iluminada e os jovens sentados no chão, intercalando períodos de
silêncio, oração e músicas de Taizé.
(16 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
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