O
secretário de Estado do Vaticano fala da necessidade de uma mobilização
que utilize todos os recursos, tanto materiais como espirituais. Em
seguida, confirma que o Jubileu será realizado
Roma,
16 de Novembro de 2015
(ZENIT.org)
Como já anunciado pelo padre Federico Lombardi, porta-voz do
Vaticano, também o card. Pietro Parolin, Secretário de Estado do
Vaticano, reiterou que o Jubileu acontecerá conforme o programado. E
acrescenta que também acolherá os muçulmanos.
"No mundo dilacerado pela violência, é o momento certo para lançar a
ofensiva da misericórdia", disse o cardeal em uma entrevista ao jornal
católico francês La Croix. "Pode- se entender que depois dos atentados
existam sentimentos de vingança, mas é necessário realmente lutar contra
eles. O Papa quer que o Jubileu propicie às pessoas o encontro, a
compreensão e a superação do ódio”, explica o secretário de Estado do
Vaticano. Que explicou que “a misericórdia é também o nome mais bonito
de Deus para os muçulmanos, que podem estar envolvidos neste Ano Santo,
como o quis o Papa”.
O card. Parolin reconhece que "o Vaticano pode ser um alvo pelo seu
significado religioso", mas ao mesmo tempo garante que a agenda do Papa
não receberá mudanças porque “não paramos por causa do medo”.
Em seguida, citou o Catecismo da Igreja Católica, para reiterar –
parafraseando o Papa Francisco – que “não é possível tolerar a violência
indiscriminada" e que, portanto, é possível parar o agressor injusto.
No entanto, afirma que "no caso de intervenção estrangeira, deve-se
buscar a legitimidade através das organizações que a comunidade
internacional se propôs".
Portanto, o Secretário de Estado espera "uma mobilização geral na
França, na Europa e no mundo" de meios de segurança, polícia e
inteligência “para erradicar o terrorismo”. Mas também – acrescenta –
“uma mobilização que envolve todos os recursos espirituais para dar uma
resposta positiva ao mal. Isso requer a educação para rejeitar o ódio,
para dar respostas aos jovens que escolhem a Jihad. Temos que convocar
todos os atores, políticos e religiosos, nacionais e internacionais”.
"Devemos, realmente – conclui o card. Parolin – fazer um esforço para
lutar e combater juntos. Sem esta unidade, esta batalha, muito dura,
não será vencida. E é necessário envolver os atores muçulmanos Eles
devem ser parte da solução...."
(16 de Novembro de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário