São Martinho de Tours gastou-se por amor à Igreja, dando-se como alimento de caridade e serviço a todos
“O gesto caritativo de São Martinho se insere na
lógica que levou a Jesus a multiplicar os pães para as multidões
famintas, mas sobretudo a dar-se a si mesmo como alimento para a
humanidade na Eucaristia” relata o Papa Bento XVI sobre Martinho de
Tours que nasceu na cidade de Sabaria província de Panónia no ano de
316. Sua família era pagã e o seu pai era oficial do exército romano e
desde cedo enveredou o filho na religião politeísta e na carreira
militar. Aos 15 anos seu pai o alistou na cavalaria do exército. Sua
permanência no serviço militar não afastou do anseio de seu coração em
seguir uma vida de caridade, piedade e amor à Cristo.
Narra a hagiografia que um dos fatos marcante da vida de Martinho
aconteceu quando no ano de 335 ele passava pelo pórtico da cidade e viu
um mendigo assolado pelo intenso frio que lhe rogou ajuda. Martinho
cortou sua túnica e dividiu com ele. Na mesma noite Martinho sonhou com
Jesus coberto com a parte da túnica e dizendo aos anjos: "Martinho, que é
apenas catecúmeno, cobriu-Me com este manto". E assim testemunhava a
caridade própria dos santos. O seu servo era tratado como irmão e
Martinho lavava seus pés. Por volta do ano 338 ele foi batizado por
Santo Hilário. Abandonou então a corte e o exército e tornou-se monge.
No ano 354, foi ordenado diácono por Santo Hilário em Poitiers.
Empreendeu então uma viagem de volta para Panónia para falar de sua
experiência de Deus aos seus e evangeliza-los. Chegando lá, deparou-se
com a ferrenha disputa da heresia ariana, a qual combateu fortemente.
Por conta disso foi expulso de sua cidade e foi para uma ilha no Mar
Tirreno.
No dia 4 de julho do ano 371, foi consagrado bispo de Tours, mesmo
contra sua vontade, mas sob o apelo e carinho de todo o povo que
bradava: "Martinho é o mais digno do Episcopado. Feliz a Igreja que
tiver um Bispo como ele!" Martinho exerceu suas funções episcopais por
25 anos de profunda piedade e firmeza. Já sentindo o peso de sua idade,
repetia: “Senhor, se o vosso povo precisa de mim, não vou fugir do
trabalho. Seja feita a vossa vontade”. Faleceu no dia 08 de novembro de
397 e sua festa foi confirmada no dia 11 de novembro.
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