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terça-feira, 5 de março de 2019

A Grande Festa não tarda! Preparemo-nos sem Demora!

A grande festa está a chegar! Preparemo-nos sem atrasos, em breve celebramos de um modo especial os grandes Mistérios da Morte e Ressurreição que diariamente se renovam em cada Santa Missa.

Mas, se há Festa Grande, há que prepará-la! Somos convidados, nas próximas semanas, adquirir um traja novo, o qual não se compra, mas conquista-se através da oração, jejum e esmola. Como afirmou o Papa Francisco a 5 de Março de 2014, este tempo serve para consciencializarmo-nos “mais e mais da misericórdia infinita que Deus usou para connosco (…) e transbordar para os outros. Abrir-se a Deus e aos outros”, afirmando ainda que diariamente somos confrontados com uma cultura do “fazer”, do “útil”, onde sem perceber excluímos a Deus de nosso horizonte.

Através de uma oração mais intensa conseguimos que Deus preencha a nossa mente. Já sabemos que estar em oração permanente não significa estar longas horas dentro da Igreja ou no quarto a rezar, embora possamos dedicar mais alguns minutos que o habitual. Na realidade, a oração permanente consiste em referir tudo a Deus, não é mais que isso, fazer tudo sabendo que estamos sob o olhar de Deus, consciencializarmo-nos que o seu olhar está permanentemente sobre nós. Mas, para isso, é necessário “despirmo-nos” de nós próprios pelo que surge o jejum tão pouco compreendido neste mundo hedonista que apela a uma incansável satisfação dos nossos apetites. O Papa Emérito Bento XVI recordou, numa das suas audiências, que o jejum não deve ser formal nem para nos sentirmos justificados, com a noção de dever cumprido, mas sim, se afeta a nossa segurança e se nos ajuda a inclinar sobre o necessitado

São Basílio recorda que o Jejum foi ordenado no Paraíso. Deus mandou que se abstivessem de comer da árvore da Vida, pedindo assim que se abstenham de algo para mostrar o seu amor a Deus, porque é disso que se trata, jejuamos, dando prioridade a Deus, sobre os nossos caprichos.

Encontramo-nos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim, Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidou o povo reunido a jejuar aplacando a “ira” do Senhor desistindo de qualquer castigo, os habitantes de Nínive ao ouvir a profecia de Jonas fizeram penitência, em que o próprio rei “levantou-se do seu trono, tirou o manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza”  ,Deus viu as suas obras e compadeceu-se desistindo do castigo que lhes ia infligir.

Finalmente, a esmola indica a gratuidade, porque é dar a alguém que não pode retribuir, consciente que todos os nossos bens são uma dádiva de Deus, sem qualquer merecimento da nossa parte. “ajuda-nos a treinar o coração na essencialidade na partilha. É um sinal de consciência e responsabilidade diante das injustiças, abusos, especialmente para com os pobres e os pequeninos, e é um sinal da confiança que depositamos em Deus e na sua providência”, lembrou Bento XVI.

Estes quarenta dias não são mais que um “retiro”, esse encontro mais íntimo com Deus, apressemo-nos, deixemos tudo o que nos estorva para que Ele entre nos nossos corações.

Maria Guimarães



1 comentário:

  1. Bem haja por nos recordar do que já era suposto sabermos.
    O texto certo na altura certa, parabens por arriscar o politicamente incorrecto, sem medo, com confiança, vamos em frente, se Deus está connosco, quem pode estar contra nós ou ter medo?

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