Os líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha chegaram ao acordo sobre os passos para alcançar a paz no leste do país
Roma, 12 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)
Os líderes da Ucrânia, Rússia, França e Alemanha anunciaram
um cessar-fogo no leste da Ucrânia nesta quinta-feira. Após mais de 15
horas ininterruptas de negociações em Minsk, o Presidente Vladimir Putin
afirmou que se chegou a um consenso "sobre as questões importantes" e
que o cessar-fogo entrará em vigor no dia 15 de Fevereiro.
Nos últimos dias, o papa Francisco fez vários apelos a todas as
partes para pedir a paz na Ucrânia. Também convidou os fiéis a orar
pelos mortos e feridos por causa da violência.
Até o momento, o conflito no leste do país tirou a vida de
aproximadamente seis mil mortos e provocou pelo menos um milhão e meio
de refugiados.
O presidente François Hollande, após a reunião, falou de uma "solução
política global", embora ressaltou que ainda há muito trabalho a ser
feito para alcançar a paz na região. Ainda existem “grandes obstáculos"
para isso, reiterou a chanceler Angela Merkel.
Ao término do cansativo encontro no Palácio da Independência da
capital bielorrussa, os líderes apareceram separadamente. Assim, durante
as diferentes intervenções, as várias delegações explicaram à imprensa
os pontos previstos.
Além do pacto de cessar-fogo (a partir do 15 de Fevereiro à
meia-noite), o texto do acordo inclui a retirada das armas pesadas nos
próximos 14 dias, a criação de uma zona desmilitarizada entre 50 e 70 quilómetros, a troca de prisioneiros e novas medidas económicas. Por sua
vez, o Parlamento de Kiev tem um mês para aprovar uma lei que concede
um estatuto especial a Donetsk e Lugansk, de acordo com o documento
aprovado.
Em um comunicado, o ministro alemão das Relações Exteriores,
Frank-Walter Steinmeier, que acompanhou Merkel na reunião de Minsk,
reconheceu que "foi um parto difícil, mas pelo menos conseguimos alguma
coisa”. Steinmeier congratulou-se com a assinatura da declaração
conjunta, mas "sem nenhum tipo de euforia". Já que, advertiu, “tudo
ainda pode ir por água abaixo com explosões de violência".
(12 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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