Iniciada as reuniões do colégio cardinalício onde se debatem e comentam a reforma da Cúria
Roma, 12 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora, Rocio Lancho García
A reforma da Cúria Romana prevê tempos longos, embora o
desejo é de que o trabalho siga adiante com decisão. Durante o processo
de reforma poderá haver resultados específicos que podem ser
considerados também demasiado experimentais e retomados no projecto
final. Essas informações vieram do director da Sala de imprensa da Santa
Sé, o Pe. Federico Lombardi, que disse que 167 cardeais estão
participando do Consistório.
Entre as propostas está a de unificar os vários dicasterios em duas
entidades principais, uma sob a responsabilidade das congregações para
os leigos, família e vida; e outra presidida pelo Pontifício Conselho
Justiça e Paz, unido ao Cor Unum, com a Pastoral da Saúde e Migrantes. A
isso se acrescenta a importância da vida. Cada um deles assimilaria um
certo número de organismos existentes.
Enquanto isso, o padre Lombardi disse: não se trata somente de
coloca-los juntos, já que por trás existe uma visão eclesiológica e
teológica, na linha das indicações do Concílio Vaticano II.
É possível que haja um novo sector que se ocupe com a salvaguarda da
criação e a ecologia humana e social, e não somente ambiental,
acrescentou o porta-voz. Assim, por exemplo, a Academia das Ciências
Sociais poderia se referir a este dicastério. Enquanto que a Caritas
seguiria naturalmente o Cor Unum, embora não seja um organismo da cúria.
Em suma, tudo ainda está para ser definido e depois de ter acabo o consistório, chegarão também propostas escritas dos cardeais.
Os discursos desta manhã (acenou Pe. Lombardi) foram 12, para os
quais não houve nenhum limite de tempo. Disse também que alguns foram
muito longos, e participaram tanto pessoas que trabalham na Cúria, que
têm mais familiaridade com os temas, como cardeais que vêm do exterior.
Alguns reflectiram com profundidade que a reforma está inserida em um
quadro teológico e jurídico, porque, além do mais, está o Direito Canónico e a Lei Universal da Igreja, assim como as relações com os
bispos.
Colaboram com o Papa no governo da Igreja, além da Cúria Romana,
também o Colégio dos Cardeais e o Sínodo dos Bispos, por isso, também é
necessário compreender as relações entre essas diversas entidades que
ajudam o Santo Padre. Alguém, sobre este assunto, disse que as relações
entre entidades não dependem só de um novo sistema, mas também das boas
disposições das entidades.
Também foi tratado o tema da diferença entre sinodalidade e
colegialidade. Há uma reflexão segundo a qual a palavra colegialidade
seria mais adequada do que o significado de sinodalidade, disse.
A Secretaria de Estado e seu papel na coordenação de toda a Curia,
foi discutido, como também a necessidade de formação contínua do pessoal
que lá trabalham, das suas responsabilidades, e da possibilidade de que
exista mais mobilidade e rotação do pessoal para evitar a rotina.
Embora outros consideraram que existem responsabilidades específicas que
precisam de certos conhecimentos e habilidades.
Perguntado sobre o Conselho dos 9 Cardeais, Pe. Lombardi diz que o
C9 é o porta-voz da Igreja universal fora da Cúria, é perfectível como
qualquer organismo, embora agora mesmo esteja funcionando muito bem.
Descartou também a possibilidade de que um leigo possa ser
responsável de uma congregação, às quais são dirigidas por cardeais.
Sim, porém, poderiam dirigir organismos com outro tipo de jurisdição.
(12 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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