Dramática carta ao guarda-redes italiano
| Em 2007, Buffon obteve o reconhecimento como futebolista italiano mais querido pelos aficionados. |
Actualizado 20 de Setembro de 2014
ReL
Aos seus 36 anos, o guarda-redes da Juventus e dos azzurri é todo um mito do futebol italiano. Guarda-redes do Parma, equipa com a qual ganhou a UEFA em 1999, e da Juventus (cinco ligas com a Vecchia Signora), é sobretudo com a selecção italiana com a qual Gianluigi Buffon construiu a sua lenda. Titular indiscutível desde 1997, foi campeão do mundo em 2006 e obteve os títulos oficiais de melhor no seu posto no século XXI e nos últimos vinte cinco anos, fazendo esquecer todo um mito debaixo os paus da equipa transalpina como foi Dino Zoff.
E em 2007 foi distinguido como o jogador mais querido pelos aficionados, com a qual mantém uma química especial. Daí que a sua vida privada atraia a atenção dos aficionados.
Em 2011 contraiu matrimónio na basílica de São Pedro e São Pablo de Vysehrad, em Praga, com a modelo checa Alena Seredova, com quem tinha dois filhos nascidos em 2007 e 2009. Gigi, como se conhece popularmente o guarda-redes da Juve, é católico e quando em Agosto do ano passado conheceu Francisco não duvidou em declarar que "com um Papa assim, que nos indica o caminho a seguir, que nos chega ao coração, que sacode a nossa alma pode ser mais fácil ser melhores e fazer coisas melhores".
Mas... Ninguém está livre de tropeçar. Apesar de que Gianluigi e Alena formavam aos olhos dos italianos um par ideal, Buffon cometeu uma infidelidade e isso propiciou a ruptura da convivência. A sua esposa foi com os seus filhos para os Estados Unidos, e ele foi caçado pelos paparazzi com a apresentadora de televisão Ilaria d´Amico, com quem manteve um romance já não dissimulado.
Isso deixou desmotivados muitos seguidores do futebolista, que vêem incompreensível que o seu herói deite a perder uma família que parecia firme e bem constituída. Um deles escreveu-lhe inclusive uma dramática carta no diário Tempi contando-lhe o seu próprio caso pessoal, para tentar dissuadi-lo de um erro trágico para os seus filhos, para a sua esposa e para ele. A reproduzimos de seguida.
"Querido Gigi: eu também me separei da minha mulher, mas depois..."
Estimado Gianluigi Buffon, escrevo-te estas palavras depois de ver uma foto que encontrei no Google. Sempre tive este pensamento dentro de mim e agora tenho o valor, pelo que quis escrever um pensamento pessoal esperando não resultar-te pouco respeitoso, mas com a esperança de que estas palavras cheguem aos teus olhos e, sobretudo, ao teu coração.
Também eu vivi o tumulto da separação da minha esposa (com um menino de quase três anos) por motivos vinculados a uma aparente incompatibilidade e outros motivos pertinentes… Tinha-me convencido a mim mesmo de que estava enamorado de outra mulher (muito bela e inteligente) e estava disposto a deixar o meu filho entre as boas mãos da minha mulher (ex naquele momento), privando-o da valiosa e constante presença do seu pai com tal de seguir os meus desejos e, por conseguinte, o meu puro egoísmo que me replicava dizendo-me: ela não te cuida e já não te ama, agora já não a amas, todos se separam e hoje separar-se é normal, os filhos de todas as formas terão tudo o que possas dar-lhes, enamorei-me desta mulher, etc. Mas no fundo, o que de verdade tinha que dizer-me era: quanto estás disposto a oferecer por amor do teu filho?
Quanto estás disposto a mudar para dar fé ao juramento de fidelidade feito? Quanto amas de verdade o teu filho para demonstrá-lo com um acto de verdadeiro altruísmo? Pouco a pouco o meu coração começou a sentir-se sujo, a minha alma estava triste, o meu egoísmo cegava-me e tirava-me esperança para a minha família, o meu orgulho tinha-me atado às minhas escolhas de puro egoísmo…
Um dia disse-me: mas se hoje tivesse tido um pai que me tivesse tirado a família na qual nasci por outra mulher à qual nunca poderei chamar mamã, estaria contente com ele?
Pois bem, não! Comecei a envergonhar-me e comecei a pensar que amar era, sobretudo, saber renunciar. Assim que tomei valor, desejando recuperar a minha família e dar assim de novo ao meu filho a sua mãe e o seu pai… Foi um período de purificação que durou um par de anos e depois de uma peregrinação a Medjugorje com a minha esposa (à qual fomos estando separados), a Virgem ajudou-nos e hoje estou aqui, escrevendo-te serenamente junto à minha mulher e ao meu filho, que é mais crescido, e com uma relação totalmente nova que é mais intensa do primeiro período do nosso matrimónio…
Peço ao Senhor para que o teu lado humano e paterno surja do teu coração e possa voltar a dar aos teus filhos e ao teu matrimónio a paz e la serenidade que necessitais!
Um aficionado!
Tradução da carta de Helena Faccia Serrano. As negritas da carta são de ReL.
Mas... Ninguém está livre de tropeçar. Apesar de que Gianluigi e Alena formavam aos olhos dos italianos um par ideal, Buffon cometeu uma infidelidade e isso propiciou a ruptura da convivência. A sua esposa foi com os seus filhos para os Estados Unidos, e ele foi caçado pelos paparazzi com a apresentadora de televisão Ilaria d´Amico, com quem manteve um romance já não dissimulado.
Isso deixou desmotivados muitos seguidores do futebolista, que vêem incompreensível que o seu herói deite a perder uma família que parecia firme e bem constituída. Um deles escreveu-lhe inclusive uma dramática carta no diário Tempi contando-lhe o seu próprio caso pessoal, para tentar dissuadi-lo de um erro trágico para os seus filhos, para a sua esposa e para ele. A reproduzimos de seguida.
"Querido Gigi: eu também me separei da minha mulher, mas depois..."
Estimado Gianluigi Buffon, escrevo-te estas palavras depois de ver uma foto que encontrei no Google. Sempre tive este pensamento dentro de mim e agora tenho o valor, pelo que quis escrever um pensamento pessoal esperando não resultar-te pouco respeitoso, mas com a esperança de que estas palavras cheguem aos teus olhos e, sobretudo, ao teu coração.
Também eu vivi o tumulto da separação da minha esposa (com um menino de quase três anos) por motivos vinculados a uma aparente incompatibilidade e outros motivos pertinentes… Tinha-me convencido a mim mesmo de que estava enamorado de outra mulher (muito bela e inteligente) e estava disposto a deixar o meu filho entre as boas mãos da minha mulher (ex naquele momento), privando-o da valiosa e constante presença do seu pai com tal de seguir os meus desejos e, por conseguinte, o meu puro egoísmo que me replicava dizendo-me: ela não te cuida e já não te ama, agora já não a amas, todos se separam e hoje separar-se é normal, os filhos de todas as formas terão tudo o que possas dar-lhes, enamorei-me desta mulher, etc. Mas no fundo, o que de verdade tinha que dizer-me era: quanto estás disposto a oferecer por amor do teu filho?
Quanto estás disposto a mudar para dar fé ao juramento de fidelidade feito? Quanto amas de verdade o teu filho para demonstrá-lo com um acto de verdadeiro altruísmo? Pouco a pouco o meu coração começou a sentir-se sujo, a minha alma estava triste, o meu egoísmo cegava-me e tirava-me esperança para a minha família, o meu orgulho tinha-me atado às minhas escolhas de puro egoísmo…
Um dia disse-me: mas se hoje tivesse tido um pai que me tivesse tirado a família na qual nasci por outra mulher à qual nunca poderei chamar mamã, estaria contente com ele?
Pois bem, não! Comecei a envergonhar-me e comecei a pensar que amar era, sobretudo, saber renunciar. Assim que tomei valor, desejando recuperar a minha família e dar assim de novo ao meu filho a sua mãe e o seu pai… Foi um período de purificação que durou um par de anos e depois de uma peregrinação a Medjugorje com a minha esposa (à qual fomos estando separados), a Virgem ajudou-nos e hoje estou aqui, escrevendo-te serenamente junto à minha mulher e ao meu filho, que é mais crescido, e com uma relação totalmente nova que é mais intensa do primeiro período do nosso matrimónio…
Peço ao Senhor para que o teu lado humano e paterno surja do teu coração e possa voltar a dar aos teus filhos e ao teu matrimónio a paz e la serenidade que necessitais!
Um aficionado!
Tradução da carta de Helena Faccia Serrano. As negritas da carta são de ReL.
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