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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Papa: "A reforma da Cúria não é um fim em si mesma"

Em breve discurso, o Papa começa o Consistório recordando a absoluta transparência que deve caracterizar a reforma


Roma, 12 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Rocio Lancho García


O Colégio Cardinalício reunido na Sala nova do Sínodo, começou esta manhã o Consistório para informar sobre a reforma da Cúria, a cargo do Conselho dos Cardeais constituído pelo Papa para ajudar neste trabalho.

Depois da oração e das palavras do Cardeal Sodano, Decano do Colégio de Cardeais, o Papa também pronunciou um breve discurso. "A reforma não é um fim em si mesma", disse o Pontífice. É um meio (precisou) para dar um forte testemunho cristão, para favorecer uma evangelização mais eficaz, para promover um espírito ecuménico mais fecundo e encorajar um diálogo mais construtivo com todos”.

Ele também lembrou que a reforma foi vivamente desejada pela maioria dos cardeais no âmbito das Congregações antes do Conclave a fim de "aperfeiçoar ainda mais a identidade da Cúria Romana" em seus esforços para "ajudar o sucessor de Pedro no exercício que desenvolve pelo bem e pelo serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares; para reforçar a unidade de fé, a comunhão do povo de Deus e promover a acção da Igreja no mundo”.

O objectivo da reforma é "favorecer maior harmonia no trabalho dos vários dicastérios, a fim de realizar uma colaboração mais eficaz naquela absoluta transparência que edifica a autêntica sinodalidade e a colegialidade da Igreja."

Além disso, o Papa reconheceu que alcançar este objectivo "não é fácil, requer tempo, determinação e, sobretudo, a colaboração de todos". Antes de tudo, confiar “ao Espírito Santo, que é o verdadeiro guia da Igreja" e ajuda seus membros nos discernimentos. Para isso, é necessário (assegurou o Papa) "parresia, fidelidade ao magistério e consciência de que tudo se realiza em prol da lei suprema, ou seja, da lei do ‘salus animarum'".

O Santo Padre também aproveitou a oportunidade para saudar os vinte novos cardeais. "Irmãos, como é belo e doce que os irmãos vivam juntos". Por isso, "louvamos ao Senhor que nos convocou. Acolhamos nesta Assembleia os vinte novos cardeais".

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