Em sua décima visita na diocese de Roma, o papa encontra refugiados e imigrantes latino-americanos
Roma, 09 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora
Na tarde deste domingo, o papa Francisco fez uma visita à
paróquia romana de São Miguel Arcanjo, noroeste da cidade, no bairro de
Pietra Lata. É a nona paróquia visitada pelo bispo de Roma, ou a décima
se contarmos uma visita privada feita a um presépio de outra paróquia.
“Temos que nos acostumar a levar connosco um evangelho, a ler a
palavra de Jesus e a entender o que nosso Senhor diz para mim”, exortou o
papa na homilia, convidando também a "nos deixarmos curar por Jesus,
porque todos nós temos feridas espirituais, pecados, inimizades”, como é
o caso, por exemplo, das pessoas que não saudamos. E tudo isso tem que
ser curado. Por causa de alguma bobagem qualquer, o diabo faz um grande
alarde e as inimizades se prolongam durante anos, mas Jesus pode curar
porque expulsa o diabo, disse o papa.3
Francisco sugeriu um pequeno propósito: “Ler cada dia um parágrafo do
evangelho” e “deixar-nos curar das feridas que temos na alma”.
Antes da chegada, o papa visitou um campo de nómadas que existe no
bairro, embora essa visita não estivesse programada. Ao chegar à
paróquia, encontrou ainda um grupo de sem tecto, muitos dos quais são
imigrantes. O papa lhes presenteou sacos de dormir. Francisco também se
encontrou com outro grupo de imigrantes, vindos da América Latina: rezou
com eles o pai-nosso em espanhol e conversou com o grupo, despertando
grande entusiasmo.
Durante a visita, o papa conversou com os escoteiros da paróquia, que
tinham se encarregado de adorná-la com bandeirinhas brancas e amarelas.
Em meio a muita animação, o Santo Padre falou aos jovens, de maneira
bem familiar, sobre a necessidade de ir à missa todo domingo para
encontrar Jesus. Ele ouviu cinco paroquianos em confissão e saudou
enfermos e famílias com crianças recém-baptizadas, além das crianças da
catequese. Também esteve com os sacerdotes que trabalham na paróquia,
bem como com os catequistas e leigos comprometidos.
A um grupo de fiéis que frequentam cursos pré-matrimoniais, o papa
recordou que marido e mulher até podem brigar, mas não podem terminar o
dia sem antes ter feito as pazes, ainda que seja com um pequeno gesto.
O pároco Aristide contou que a notícia da visita do papa foi uma
surpresa, a ponto de muitos paroquianos acharem que fosse brincadeira.
Ele definiu a paróquia como “muito romana”, como uma “vanguarda de
esperança” para muita gente que procura a sua assistência.
Nascida em 1938, a paróquia tem população diversificada: gente que
veio do interior, desalojados pela construção da Via della
Conciliazione, sobreviventes de edifícios destruídos na II Guerra
Mundial... Em 25 de Dezembro de 1963, Paulo VI celebrou ali a missa de
Natal. Também é destacado, no bairro, o trabalho dos salesianos, que
mantêm um importante instituto a poucos quilómetros da paróquia.
(09 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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