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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Beata Catarina Emmerich

A Beata Ana Catarina Emmerick gritou "a dolorosa Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo" e viveu-a no seu próprio corpo


Horizonte, 09 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Ela hauria esta força da Santíssima Eucaristia. O seu exemplo abria os corações dos pobres e dos ricos, das pessoas simples e instruídas, à dedicação amorosa a Jesus Cristo”, falava o Papa João Paulo II por ocasião da beatificação de Ana Catarina Emmerich, nascida na aldeia de Flamske, perto de Coesfeld no dia 08 de setembro de 1774. Filha dos camponeses Bernardo Emmerich e Ana Hillers, desde cedo recebeu educação cristã e ajudava os pais nos trabalhos de casa e do campo. Para custear seus estudos, foi trabalhar em uma fazenda em Coesfeld, mas não abdicava de suas orações, da Santa Missa e nutria um forte desejo de consagrar sua vida.

Visitava vários mosteiros buscando ingressar, mas sua condição não permitia pagar o dote na época. Somente em 1802, conseguiu ingressar no Convento das Agostinianas em Duelmen. Em 1803 ela professou os votos religiosos e sua dedicação e zelo para com as regras da Ordem e com os trabalhos designados a ela era louvável e tornou-se um forte testemunho para todos. Catarina tinha muitas visões espirituais, das quais as mais impressionantes foram as da Paixão de Cristo, que somando-se aos sofrimentos de sua carne e enfermidades, a martirizaram e a deixaram acamada por alguns anos. Devido à suspensão imposta por Napoleão Bonaparte, o Convento foi fechado e Catarina ainda doente, foi acolhida na casa do Padre Marinho Lambert.

Em 1813, Catarian recebeu os estigmas de Cristo. Foi então designado o médico Francisco Wesener para seu tratamento que durou onze anos e foi registado em um diário. A ele somou-se a presença do escritor Clemente Brentano que relatou por cinco anos as visões de Catarina. “A tarefa principal da sua vida era sofrer pela Igreja ou por alguns membros da mesma, cuja necessidade lhe era dada a conhecer em espírito ou que lhe pediam a intercessão” escrevia Brentano.

Catarina alimentava-se somente da eucaristia e no dia 09 de Fevereiro de 1824 veio a falecer. Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 03 de Outubro de 2004.



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