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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Nossa Senhora de Guadalupe chega até os cristãos perseguidos do Iraque

Duas imagens foram doadas pelo movimento social católico União de Vontades e pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre


Madrid, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org)


Duas imagens da Virgem de Guadalupe enviadas do México acompanham e protegem desde o Domingo de Ramos as comunidades cristãs iraquianas de Erbil e Malabrwan.

As imagens da “Morenita del Tepeyac” foram doadas pelo movimento social católico Unión de Voluntades [União de Vontades] e pela fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), “a fim de semear esperança e amor entre os cristãos perseguidos do Oriente Médio e propagar a devoção da Padroeira da América a todo o mundo”, informou nesta terça-feira a agência de notícias da arquidiocese da Cidade do México (SIAME).

As duas comunidades receberam centenas de famílias refugiadas expulsas de Mossul e Qaraqosh no verão de 2014 pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI) depois de se negarem a renunciar à sua fé.

Malabrwan é uma pequena localidade do norte do Iraque onde cerca de 300 famílias repartidas em quatro povoados são atendidas espiritualmente pelo pe. Dankbahr Issa, que, emocionado, deu graças a Deus por um presente tão belo.

O padre Dankbahr teve de abandonar em 9 de Junho o mosteiro de São Jorge em Mossul, que foi destruído pelos terroristas do EI. “Não temi pela minha vida, por causa da fé que tenho. A oração, a esperança e a solidariedade são a consolação que nos mantém firmes nesta perseguição”.

Junto com o sacerdote, dezenas de mulheres e crianças iraquianas receberam no Domingo de Ramos a imagem da “Virgem Morena” e, com alegria e profundo agradecimento, elevaram suas orações por aqueles que sofrem a pobreza, o abandono, a fome, o frio e a perseguição por causa da fé. Em breve, vinte crianças da paróquia receberão o sacramento da comunhão.

A segunda imagem chegou ao bairro de Ankawa, em Erbil, a capital do Curdistão iraquiano. Ela é custodiada pelas religiosas dominicanas, das quais 73 são refugiadas que tiveram de escapar dos conventos de Mossul e Qaraqosh.

Teresa Garcia Paquet, da AIS, faz parte da delegação que viajou na Semana Santa até o Iraque e compartilhou o relato das religiosas, que, entre lágrimas, falaram da via-crúcis que sofreram com milhares de pessoas ao deixar a própria terra.

“Humilhados, devastados, como ovelhas sem pastor: foi assim que nos sentimos, nós, os cristãos do Iraque. Em uma situação assim, não saem as palavras, só as lágrimas. A situação que vivemos naquela noite e nos dias seguintes só pode ser enfrentada com a fé”, contaram as religiosas.

Actualmente, as dominicanas dão apoio aos cristãos refugiados em Erbil. “Estamos mostrando ao povo um novo céu. A nossa missão é estar com as pessoas. Primeiro vêm eles e depois nós”, afirmaram as irmãs à AIS.

“Quisemos entregar a imagem da Virgem de Guadalupe a essas mulheres que, nos últimos meses, perderam 14 irmãs; idosas, mas afectadas pelo trauma que viveram nesse período. Sem dúvida, a nossa Mãe as amparará de uma forma mais especial ainda sob o seu manto. Elas rezam pelo povo mexicano. Não deixemos de rezar por elas e pela sua gente, para que todos tornem próprio esse novo céu”, disse Teresa Garcia Paquet.

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