Ele irá a Turim em Junho por ocasião da ostensão do Santo Sudário e dos 200 anos do nascimento de Dom Bosco
Cidade do Vaticano, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org)
O papa Francisco viajará a Turim nos dias 21 e 22 de Junho
para a ostensão do Santo Sudário e o bicentenário de Dom Bosco. Durante a
visita, um fato histórico: pela primeira vez, um pontífice visitará uma
igreja valdense. Houve episódios de difícil convivência, justamente em
Turim, entre a então nascente congregação dos salesianos e os seguidores
da Igreja valdense.
O pastor Eugenio Bernardini, moderador da Mesa Valdense, contou em
entrevista à Rádio Vaticano que o convite foi feito em Novembro. “A
ideia surgiu quando o papa Francisco, há dois anos, assumiu seu cargo
com um nome muito significativo, ao menos para nós, que nos comoveu
junto com as primeiras palavras e os primeiros actos”.
O movimento valdense nasceu há mais de oito séculos a partir de uma
experiência de conversão espiritual de um leigo, semelhante à história
de São Francisco de Assis. “As semelhanças entre os dois movimentos, o
franciscano e o valdense, que, em 1500, se transformou na Igreja
valdense, são impressionantes: sobriedade, simplicidade, essencialidade,
aproximação dos pobres…”, observa o pastor.
O encontro “significa, para nós, confirmar a bondade de um caminho
que sem dúvida deu frutos, além de dar mais impulso não tanto às
relações diplomáticas entre as Igrejas cristãs de várias confissões, mas
para encontrarmos na diversidade e na pluralidade das nossas posições
uma forma de expressar juntos as palavras e gestos que a nossa sociedade
pede aos cristãos de hoje, e que nós temos a responsabilidade de
oferecer”.
Sobre as perspectivas ecuménicas deste evento histórico, o pastor
afirma: “Num momento em que a palavra religiosa, a diferença entre
religiões, voltou infelizmente a ser um problema; num momento em que
alguns instrumentalizam a religião, o livro sagrado e as diferenças, por
ter uma atitude de conquista, substancialmente para negar a
pluralidade, é importante que nós demos um sinal contrário, que
colaboremos de forma mais activa para desarmar as linguagens, a
propaganda de quem acha que a uniformidade religiosa é a única solução”.
O pastor destaca que em Turim, até 150 anos atrás, eles não podiam
exercer a liberdade de expressão, após séculos de perseguição e
marginalização.
(09 de Abril de 2015) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário