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sexta-feira, 10 de abril de 2015

A Ideologia do género cairá como a do racismo ariano

Apresentam o II Foro Internacional da Mulher, que acontecerá do 17 ao 19 de Abril em Madrid


Roma, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org)


Promover uma antropologia que valorize os dons particulares das mulheres e a igualdade e a diferença entre os sexos são os objectivos do II Foro Internacional da Mulher que acontecerá do 17 ao 19 de Abril no El Escorial (Madrid). O lema desta segunda edição é “Mulher, responsável da civilização do amor e da vida”, referindo-se à encíclica Mulieris dignitatem de João Paulo II, informou nesta quinta-feira a organização.

Na apresentação desta manhã, Susana Sanchez, responsável da Federação de Agrupações de Santo Tomás de Aquino (FASTA), instituição fundada na Argentina que promove a actividade, destacou que assim como “foram superadas as ideologias comunistas e da preeminência da raça ariana", também "cairá a ideologia de género".

Para Sanchez, "a ideologia de género é uma tentativa artificial de construir-nos a nós mesmos, se ter em consideração as diferenças físicas e psicológicas", porque seria suficiente "olharmos para nós para ver que nós somos o que somos", disse.

"Nós somos iguais e somos diferentes, e queremos reivindicar isso”, enfatizou Mar Sánchez Marchori, professora universitária e mãe de família numerosa, que junto com Sanchez e Maria Angeles Burguete apresentaram este evento patrocinam os Pontifícios Conselhos de Cultura, Pro Laicis e Vida, e instituições como a Universidade Católica de Ávila e o Foro de São Bento.

Marchori, que também é responsável da Associação Católica de Mulheres Empresárias, valorizou a conveniência do Foro para "tentar encontrar respostas para os novos desafios sociais e pessoais" que coloca a sociedade actual.

O "Magistério da Igreja" é o lugar onde ela encontra as abordagens mais apropriadas para abordar em profundidade a relação "entre homem e mulher", e, assim, evitar a "armadilha" de focar os direitos superficialmente, porque é "dentro do coração – afirmou – onde está a generosidade do homem e da mulher para conciliar a vida profissional e familiar”.

Maria Angeles Burguete fez alusão às frustrações de muitas mulheres, até mesmo para "cometer suicídio" pelos obstáculos para combinar a maternidade e crescer no trabalho, e reivindicou "o trabalho remunerado" para as mulheres que optem livremente por ficar em casa.

Nas jornadas participarão, entre outros, os bispos Carlos Osório, José Ignacio Munilla e Raul Berzosa, e especialistas como Mar Sánchez Marchori, Jokin de Irala, Mónica López Barahona, Lydia Jimenez e Angela Varela.

Esta actividade também contará com várias exposições sobre Santa Teresa de Ávila e Santa Catarina de Siena, e Isabel, a Católica; e será apresentada uma peça teatral sobre a vida de Catarina de Aragão.

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