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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Card. Ravasi: Dar ao pobre não somente pão, mas também beleza

Apresentado o Pavilhão da Santa Sé para a 56ª Bienal de Veneza, que acontece de 9 de maio a 22 de Novembro de 2015


Cidade do Vaticano, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora


O Pavilhão da Santa Sé, pela segunda vez na Bienal de Veneza, foi apresentado nesta quinta-feira na Sala de Imprensa do Vaticano, pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura e curador do espaço; por Micol Forti que dirige a colecção de Arte Contemporânea dos Museus do Vaticano e organiza o Pavilhão desta Bienal; e pelo presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta. O tema deste ano é "No princípio... o Verbo se fez carne".

"Continua a vontade de restaurar o diálogo entre arte e fé, destacou o Cardeal, a nível internacional, bem como a relação entre Igreja e arte contemporânea", dando continuidade à experiência iniciada em 2013.

"Não é uma iniciativa de príncipes renascentistas, ponderou o Cardeal, mas um compromisso do nosso tempo com o Papa Francisco, porque a beleza também deve ser dada aos pobres, não apenas a comida". E citou um provérbio indiano: “Se tens dois pães oferece um aos pobres, depois vende o outro e compra uma flor de jacinto, e doa também ela aos pobres”. Porque "os pobres têm direito do pão, mas também da beleza".

O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, disse que o envolvimento do Vaticano na 56° Bienal de Veneza “significa que a Santa Sé decidiu participar do diálogo. E é belo que este seja um lugar de peregrinação".

"Não podemos ignorar a existência de uma relação entre a arte e o tempo presente", porque "entre a arte, o tempo e os fatos presentes, sempre há uma relação intensa", acrescentou.

A responsável pelo Pavilhão ​​deste ano, Micol Forti, lembrou que a primeira vez que a Santa Sé participou da Bienal, o director dos Museus Vaticanos, Antonio Paulucci, disse que era uma tentativa. E agora "acolhemos este desafio com a orientação do Papa Francisco".

Micol Forti disse que os três artistas que irão expor, do dia 09 de maio a 22 de Novembro de 2015, foram escolhidos por critérios de diversidade cultural: África, América do Sul, Europa. Outro detalhe é que os artistas são pessoas mais jovens do que os artistas da primeira edição: 30, 40 e 50 anos. Há também uma diversidade de línguas e uma contribuição predominantemente feminina. Eles são um fotógrafo africano, uma colombiana e uma artista da Macedónia.

Monika Bravo, colombiana, e americana por adopção, desenvolveu uma narrativa em seis painéis transparentes colocados nas paredes com cores vibrantes. A obra poética da artista também inclui meios tecnológicos.

A jovem da Macedônia, Hadzi Vasileva, une artesanato e conhecimento científico, com uma forte visão estética. O terceiro artista é o fotógrafo Mario Macilau, com 9 fotos em preto e branco, tiradas em Maputo, capital de Moçambique, dedicadas aos meninos de rua. Não é foto jornalismo, mas uma obra poética.

É o mesmo Pavilhão de dois atrás, no Arsenal. O arquitecto que projectou é Roberto Puritani. No local não há divisórias entre os três artistas, para que o visitante cruze as obras sem nenhuma separação física.

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