Apresentado o Pavilhão da Santa Sé para a 56ª Bienal de Veneza, que acontece de 9 de maio a 22 de Novembro de 2015
Cidade do Vaticano, 09 de Abril de 2015 (Zenit.org) Sergio Mora
O Pavilhão da Santa Sé, pela segunda vez na Bienal de
Veneza, foi apresentado nesta quinta-feira na Sala de Imprensa do
Vaticano, pelo cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício
Conselho para a Cultura e curador do espaço; por Micol Forti que dirige a
colecção de Arte Contemporânea dos Museus do Vaticano e organiza o
Pavilhão desta Bienal; e pelo presidente da Bienal de Veneza, Paolo
Baratta. O tema deste ano é "No princípio... o Verbo se fez carne".
"Continua a vontade de restaurar o diálogo entre arte e fé,
destacou o Cardeal, a nível internacional, bem como a relação entre
Igreja e arte contemporânea", dando continuidade à experiência iniciada
em 2013.
"Não é uma iniciativa de príncipes renascentistas, ponderou o
Cardeal, mas um compromisso do nosso tempo com o Papa Francisco, porque a
beleza também deve ser dada aos pobres, não apenas a comida". E citou
um provérbio indiano: “Se tens dois pães oferece um aos pobres, depois
vende o outro e compra uma flor de jacinto, e doa também ela aos
pobres”. Porque "os pobres têm direito do pão, mas também da beleza".
O presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, disse que o
envolvimento do Vaticano na 56° Bienal de Veneza “significa que a Santa
Sé decidiu participar do diálogo. E é belo que este seja um lugar de
peregrinação".
"Não podemos ignorar a existência de uma relação entre a arte e o
tempo presente", porque "entre a arte, o tempo e os fatos presentes,
sempre há uma relação intensa", acrescentou.
A responsável pelo Pavilhão deste ano, Micol Forti, lembrou que a
primeira vez que a Santa Sé participou da Bienal, o director dos Museus
Vaticanos, Antonio Paulucci, disse que era uma tentativa. E agora
"acolhemos este desafio com a orientação do Papa Francisco".
Micol Forti disse que os três artistas que irão expor, do dia 09 de
maio a 22 de Novembro de 2015, foram escolhidos por critérios de
diversidade cultural: África, América do Sul, Europa. Outro detalhe é
que os artistas são pessoas mais jovens do que os artistas da primeira
edição: 30, 40 e 50 anos. Há também uma diversidade de línguas e uma
contribuição predominantemente feminina. Eles são um fotógrafo africano,
uma colombiana e uma artista da Macedónia.
Monika Bravo, colombiana, e americana por adopção, desenvolveu uma
narrativa em seis painéis transparentes colocados nas paredes com cores
vibrantes. A obra poética da artista também inclui meios tecnológicos.
A jovem da Macedônia, Hadzi Vasileva, une artesanato e conhecimento
científico, com uma forte visão estética. O terceiro artista é o
fotógrafo Mario Macilau, com 9 fotos em preto e branco, tiradas em
Maputo, capital de Moçambique, dedicadas aos meninos de rua. Não é foto
jornalismo, mas uma obra poética.
É o mesmo Pavilhão de dois atrás, no Arsenal. O arquitecto que
projectou é Roberto Puritani. No local não há divisórias entre os três
artistas, para que o visitante cruze as obras sem nenhuma separação
física.
(09 de Abril de 2015) © Innovative Media Inc.
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