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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sínodo caldeu contra jihadistas: Vamos unir forças para libertar os territórios ocupados

Os bispos também lançam um apelo às forças nacionais e internacionais para que os cristãos e os outros perseguidos voltem para a suas casas em segurança e dignidade


Roma, 09 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)


Havia rumores de cismas, no entanto, a Igreja caldeia - reunida em Sínodo extraordinário - encontrou-se unida para denunciar a situação de emergência humanitária causada pela ocupação dos jihadistas de territórios no Iraque e para pedir ajuda à comunidade internacional. Durante a reunião, convocada pelo Patriarca Louis Raphael Sako I na sede patriarcal de Bagdade, sábado 7 de Fevereiro, os bispos caldeus pediram que o governo nacional do Iraque e aquele regional do Curdistão “aloquem os fundos necessários para apoiar as famílias que o Daesh (sigla árabe que indica os jihadistas do Estado islâmico, ndr) expulsou de suas casas e privou dos seus bens".

Além disso, observaram, todas as "forças nacionais e internacionais" devem "unir as suas forças para liberar o mais rápido possível os territórios ocupados e pôr em prática as medidas necessárias para proteger os cristãos e os outros iraquianos, de modo que todos voltem para suas casas e vivam em segurança e com dignidade".

O Sínodo - refere a agência Fides - confirmou também o seu apoio ao projecto pela criação de uma “Liga Caldeia”, há muito querida pelo patriarca e pendente até agora por causa das dificuldades e as emergências que marcam a vida da Igreja Caldeia. A Liga, de acordo com os bispos, deverá ter o perfil de uma organização civil que se configure como ente moral autónomo, que deve ser valorizado como instrumento para enfrentar questões políticas e sociais que envolvem o futuro das comunidades caldeias. Os dois bispos auxiliares de Bagdá, Mons. Shlemoun Wardouni e Mons. Basilius Yaldo (ordenado sexta-feira, 6 de Fevereiro), foram nomeados pelo Sínodo para preparar a conferência de fundação da Liga.

Os bispos do Sínodo - diz o comunicado final enviado à Agência Fides – pediram, portanto, para todos os fieis das dioceses interessadas a “ater-se aos princípios fundamentais da própria fé, a permanecer na própria Igreja caldeia e a dar prioridade à sabedoria e ao amor”. O olhar voltou-se às dezenas de milhares de cristãos obrigados a fugir para a Planície de Nínive por causa das violências dos jihadistas e que agora estão refugiados no Curdistão iraquiano. A Igreja caldeia “permanecerá ao lado do nosso povo sofredor”, afirma o Sínodo, prometendo empregar todos os meios a disposição para “servi-lo, elevar o seu espírito e semear a esperança nos corações”.

Finalmente, a cem anos do chamado "Holocausto assírio" - expressão que indica as deportações e massacres perpetrados em 1915 pelos jovens turcos nas populações cristãs assírias, caldeias e sírias – o Sínodo caldeu estabeleceu que os mártires caldeus serão comemorados todos os anos na sexta-feira depois da Páscoa, no que de hoje em diante será conhecido como “a sexta-feira dos mártires e dos confessores da fé”.

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