Em missa na Basílica de São João de Latrão, em Roma, o cardeal arcebispo da Havana expressou gratidão a Deus. "A história parecia parada. Nada, porém, é impossível a Deus se não nos resignamos"
Roma, 10 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)
Na tarde de ontem, 9, na Basílica de São João de Latrão em
Roma, o cardeal arcebispo de Havana disse: "Permitam-me, neste dia,
agradecer ao Senhor pelo que aconteceu recentemente em Cuba".
“Por iniciativa extraordinária do Papa Francisco - ressaltou o
prelado - ocorreu o milagre de um degelo, no final de um período que
parecia não ter mais fim. O muro da desconfiança que dividia Estados
Unidos e Cuba parecia inabalável. A história parecia parada. Nada,
porém, é impossível a Deus se não nos resignamos”.
“No decorrer dos anos – prosseguiu –, não perdemos a esperança. A
história é cheia de surpresas. O digo também para nos consolar quando
nos deixamos levar pelo pessimismo. E ainda hoje o mundo vive
verdadeiras crises internacionais. Possa o sinal de degelo em Cuba
contagiar o mundo inteiro, para que se firme o diálogo lá onde se
combate. Rezemos hoje também pelo países que sofrem com a guerra, da
Ucrânia à Síria e o Iraque.”
O Arcebispo de Havana acrescentou que a paciência em construir o
diálogo e a perseverança na oração “produziram o fruto abençoado de um
novo tempo para Cuba e os Estados Unidos: um tempo de encontro e
diálogo. O meu coração está repleto de grande esperança pelo futuro do
povo cubano e estou feliz em compartilhar esta alegria com vocês esta
noite”.
Durante a cerimónia, o Cardeal recordou também a figura de Dom
Romero: “Todos nós, para ter esperança, precisamos ver um ícone de
esperança. Um deles, que a Igreja nos indicou há pouco, é Dom Oscar
Romero, Arcebispo de San Salvador, amigo de Deus, dos pobres e do seu
povo. Um bispo inesquecível pela sua fé e a sua palavra, um mártir dos
nossos tempos”.
(10 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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