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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O Papa recebe os prefeitos palestinos que pedem: "paremos com o muro da vergonha"

A barreira construída por Israel já separa a cidade de Belém e agora ameaça o fértil vale de Cremisan, onde trabalham 58 famílias cristãs


Roma, 11 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)

Encontraram-se com o Papa Francisco no final da Audiência Geral e depois conversaram por cerca de uma hora com o Secretário de Estado Vaticano, o card. Pietro Parolin. São os prefeitos de Belém, Vera Baboun, e outros dois Primeiros cidadãos palestinianos, Nael Salman de Beit Jala e Hani al-Hayek de Beit Sahour.

Na mesa de diálogo, a questão do muro de separação querido construído por Israel que, depois de ter cortado o território de Belém, ameaça a área fértil de Cremisan, onde trabalham 58 famílias cristãs. "O projecto elaborado por Israel pretende tirar a liberdade e sufocar definitivamente toda a área já separada por Jerusalém, onde o 50 por cento da população tem menos de 29 anos", explicam os prefeitos para Avvenire.

De acordo com eles "o traçado não responde a nenhuma exigência de segurança”, mas “tem como único objectivo separar as famílias cristãs das suas terras para confisca-las e ampliar a área das colónias israelitas que já ocupam naquela região a maior parte dos territórios palestinos".

O risco é o de drenar a presença cristã na Terra Santa. "Se prevalecer a política do fato consumado já iniciado pelo governo israelita (explica Vera Baboun) nas nossas cidades não haverá mais cristãos em vinte anos. Estamos apenas apontando para todos a linha vermelha para a sobrevivência de uma presença cristã na área de Belém. É uma questão que eu acho que não deva interessar só a nós”.

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