A barreira construída por Israel já separa a cidade de Belém e agora ameaça o fértil vale de Cremisan, onde trabalham 58 famílias cristãs
Roma, 11 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org)
Encontraram-se com o Papa Francisco no final da Audiência
Geral e depois conversaram por cerca de uma hora com o Secretário de
Estado Vaticano, o card. Pietro Parolin. São os prefeitos de Belém, Vera Baboun, e outros dois Primeiros cidadãos palestinianos, Nael Salman de
Beit Jala e Hani al-Hayek de Beit Sahour.
Na mesa de diálogo, a questão do muro de separação querido
construído por Israel que, depois de ter cortado o território de Belém,
ameaça a área fértil de Cremisan, onde trabalham 58 famílias cristãs. "O
projecto elaborado por Israel pretende tirar a liberdade e sufocar
definitivamente toda a área já separada por Jerusalém, onde o 50 por
cento da população tem menos de 29 anos", explicam os prefeitos para
Avvenire.
De acordo com eles "o traçado não responde a nenhuma exigência de
segurança”, mas “tem como único objectivo separar as famílias cristãs das
suas terras para confisca-las e ampliar a área das colónias israelitas
que já ocupam naquela região a maior parte dos territórios palestinos".
O risco é o de drenar a presença cristã na Terra Santa. "Se
prevalecer a política do fato consumado já iniciado pelo governo
israelita (explica Vera Baboun) nas nossas cidades não haverá mais
cristãos em vinte anos. Estamos apenas apontando para todos a linha
vermelha para a sobrevivência de uma presença cristã na área de Belém. É
uma questão que eu acho que não deva interessar só a nós”.
(11 de Fevereiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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