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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Francisco adverte que o pacto educacional está quebrado

O Barça entregou ao Papa uma camisa assinada por todos os jogadores.


Roma, 06 de Fevereiro de 2015 (Zenit.org) Thácio Siqueira


Uma camiseta com listras verticais azuis e vermelhas como as do São Lorenzo, mas não era; o presidente do Clube, Josep Maria Bartomeu entregou ao Pontífice argentino uma camiseta do FC Barcelona com o seu nome e a assinatura de todos os jogadores da equipa principal.

O Barça, que assinou ontem, (5), no Vaticano, um acordo com ‘Scholas’, "é a primeira entidade desportiva mundial que assina um acordo com Scholas Occurrentes", disse o presidente do Clube.

O facto aconteceu ontem na Nova Sala do Sínodo, depois de que o Santo Padre falou, através da plataforma digital do Google, com crianças de escolas de vários países, várias delas com deficiência, enfatizando assim a necessidade de superar barreiras.

O Papa constatou que a educação está desarmónica. "Eu pensava que era apenas em alguns países da América Latina, mas é em todo o mundo que o pacto educacional está quebrado". E explicou que o "pacto educativo acontece entre a família, a escola e a cultura".

Porque disse que hoje em dia, “tanto a sociedade como a família, e várias instituições delegam a educação aos agentes educativos, aos docentes que geralmente mal pagos, carregam nas costas esta responsabilidade”.

E se não têm sucesso são criticados, mas ninguém reclama das várias instituições que abandonaram o pacto educativo". Por isso é que quis “prestar homenagem ao profissionalismo dos professores porque se esbarraram com esta ‘batata quente’ na mão e quiseram seguir em frente”.

Pediu, portanto, para cada instituição apoiar Scholas, “buscar na sua tradição histórica e cultural, os elementos fundacionais”. Assim, “a cultura italiana, por exemplo, não pode desfazer-se de Dante como fundacional, a cultura argentina (que é a que conheço) não pode rejeitar Martín Ferro, nosso põem fundacional”, disse. Porque se trata de “que cada um dos povos recupere o próprio, a fim de que possa compartilhá-lo com os demais e harmonizá-lo”.

Advertiu também aos líderes de Scholas que “toda obra que começa é tentada a parar, corromper-se, desviar-se. Por isso é preciso o trabalho conjunto e a vigilância de todos. Para que esta centelha que nasceu continue crescendo como um fogo que ajude a reconstruir e harmonizar o pacto educativo”.

Concluiu dizendo: “Agradeço-lhes o que fazem pelas crianças, porque falar de crianças é falar de futuro. Muito obrigado”. 

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