Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço que a minha Família é a maior empresa do mundo e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver em Família apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-me um autor da minha própria história familiar. É atravessar desertos fora dela, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã, pelo milagre da vida e pela Família.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si e dela. É ter a coragem para ouvir um “não”, é ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo...com a minha Família.
A família é um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições.
O termo “família” deriva do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas dedicadas à agricultura. No Direito Romano, a "família natural” baseia-se no casamento e no vínculo de sangue, e é constituída pelos cônjuges e seus filhos.
Após predominância duma estrutura familiar patriarcal, na Idade Média as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos matrimoniais, formando novas famílias. Da que hoje chamamos “alargada” fazia parte quer o lado materno, quer o paterno. A Revolução Industrial provocou movimentos migratórios para cidades maiores e alguma alteração do conceito.
Na cultura ocidental, uma família é definida especificamente como um grupo de pessoas, que parte do marido e da mulher, com laços de sangue ou unidas legitimamente. Noutras culturas, pode, naturalmente, ser definida de modos diversos, mas sempre com a base de pai, mãe e filhos.
O que é importante é que em todas as famílias, independentemente da sociedade, cada membro ocupa a sua posição ou tem o seu estatuto com deveres e direitos. Todos, sem excepção – marido, mulher, pai, mãe, filho ou irmão, têm funções a desempenhar. Sem ser exaustiva, indicarei apenas algumas: “cuidados às crianças”, tanto físicos como emocionais, “suporte familiar”, produção e obtenção de bens e serviços – espirituais e materiais –, incluindo os serviços domésticos, que visam o bem-estar e conforto dos membros da família, “manutenção das relações familiares”, contacto com parentes e ajuda em situações de crise com apoio material e psíquico. Velar pela saúde dos seus membros, dando apoio e resposta em situações de doença, tal como proporcionar divertimentos à família, relaxamento e desenvolvimento pessoal. Todos estes são papéis a não descurar, e fundamentais para uma boa harmonia.
Alguns autores referem a família como “geradora de afecto”, “proporcionadora de segurança e aceitação pessoal”, “proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”,“garantia da continuidade das relações”, “proporcionadora de estabilidade e de socialização”,“estabilizadora da autoridade e do sentido do que é correcto”.
A aprendizagem das regras e normas, dos direitos e obrigações é uma característica das sociedades humanas.
A família deve responder às mudanças externas e internas de modo a atender a novas circunstâncias, sem perder a continuidade e proporcionando um esquema de referência, pois deve dar resposta às necessidades quer dos seus membros, quer da sociedade.
A família, como uma unidade, desenvolve um sistema de valores, crenças e atitudes face à saúde e à doença, que são expressas e demonstradas através dos comportamentos dos seus membros.
Perder a minha identidade e a minha família, para mim, seria como que perder a vida.
Quando, nestes tempos conturbados, alguns parecem não querer defende-la, e mesmo destrui-la – veja-se a nova lei do divórcio à lá carte e a tentativa de chamar casamento a gaymentos e outras uniões –, os verdadeiros portugueses sabem que toda a sociedade civil beneficiará com a estabilidade da família e com a protecção dos seus membros mais frágeis. É que não se trata de um simples ponto de vista religioso ou que diga apenas respeito aos cristãos ou aos católicos.
Ela é património universal e intemporal, e sempre terá por base «um com uma e para sempre», numa definição actual, simples e inteligente, ainda que bem exigente nestes tempos tão confusos.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver em Família apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-me um autor da minha própria história familiar. É atravessar desertos fora dela, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus em cada manhã, pelo milagre da vida e pela Família.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si e dela. É ter a coragem para ouvir um “não”, é ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo-as todas, um dia vou construir um castelo...com a minha Família.
A família é um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições.
O termo “família” deriva do latim “famulus”, que significa “escravo doméstico”. Este termo foi criado na Roma Antiga para designar um novo grupo social que surgiu entre as tribos latinas dedicadas à agricultura. No Direito Romano, a "família natural” baseia-se no casamento e no vínculo de sangue, e é constituída pelos cônjuges e seus filhos.
Após predominância duma estrutura familiar patriarcal, na Idade Média as pessoas começaram a estar ligadas por vínculos matrimoniais, formando novas famílias. Da que hoje chamamos “alargada” fazia parte quer o lado materno, quer o paterno. A Revolução Industrial provocou movimentos migratórios para cidades maiores e alguma alteração do conceito.
Na cultura ocidental, uma família é definida especificamente como um grupo de pessoas, que parte do marido e da mulher, com laços de sangue ou unidas legitimamente. Noutras culturas, pode, naturalmente, ser definida de modos diversos, mas sempre com a base de pai, mãe e filhos.
O que é importante é que em todas as famílias, independentemente da sociedade, cada membro ocupa a sua posição ou tem o seu estatuto com deveres e direitos. Todos, sem excepção – marido, mulher, pai, mãe, filho ou irmão, têm funções a desempenhar. Sem ser exaustiva, indicarei apenas algumas: “cuidados às crianças”, tanto físicos como emocionais, “suporte familiar”, produção e obtenção de bens e serviços – espirituais e materiais –, incluindo os serviços domésticos, que visam o bem-estar e conforto dos membros da família, “manutenção das relações familiares”, contacto com parentes e ajuda em situações de crise com apoio material e psíquico. Velar pela saúde dos seus membros, dando apoio e resposta em situações de doença, tal como proporcionar divertimentos à família, relaxamento e desenvolvimento pessoal. Todos estes são papéis a não descurar, e fundamentais para uma boa harmonia.
Alguns autores referem a família como “geradora de afecto”, “proporcionadora de segurança e aceitação pessoal”, “proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”,“garantia da continuidade das relações”, “proporcionadora de estabilidade e de socialização”,“estabilizadora da autoridade e do sentido do que é correcto”.
A aprendizagem das regras e normas, dos direitos e obrigações é uma característica das sociedades humanas.
A família deve responder às mudanças externas e internas de modo a atender a novas circunstâncias, sem perder a continuidade e proporcionando um esquema de referência, pois deve dar resposta às necessidades quer dos seus membros, quer da sociedade.
A família, como uma unidade, desenvolve um sistema de valores, crenças e atitudes face à saúde e à doença, que são expressas e demonstradas através dos comportamentos dos seus membros.
Perder a minha identidade e a minha família, para mim, seria como que perder a vida.
Quando, nestes tempos conturbados, alguns parecem não querer defende-la, e mesmo destrui-la – veja-se a nova lei do divórcio à lá carte e a tentativa de chamar casamento a gaymentos e outras uniões –, os verdadeiros portugueses sabem que toda a sociedade civil beneficiará com a estabilidade da família e com a protecção dos seus membros mais frágeis. É que não se trata de um simples ponto de vista religioso ou que diga apenas respeito aos cristãos ou aos católicos.
Ela é património universal e intemporal, e sempre terá por base «um com uma e para sempre», numa definição actual, simples e inteligente, ainda que bem exigente nestes tempos tão confusos.
Teresa Carreira
Professora Universitária Aposentada
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