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quarta-feira, 8 de abril de 2015

O reino de paz, de amor e de justiça de Deus prevalecerá

Mensagem de Páscoa dos Chefes das Igrejas de Jerusalém


Fortaleza, 07 de Abril de 2015 (Zenit.org) Maria Emilia Marega Pacheco


Os Chefes das Igrejas de Jerusalém enviam os “melhores votos e bênçãos de Páscoa a todos em nome de Nosso Salvador Ressuscitado, Jesus Cristo”.

Na mensagem publicada pelo site do Patriarcado Latino de Jerusalém nesta quinta-feira, 02 de Abril, os Chefes destacam que “face a tudo o que ameaça a vida humana, denegrindo-a e desvalorizando-a, a esperança brota da Ressurreição” e busca as suas raízes em Jerusalém.

“A mensagem da Páscoa forja a própria identidade da Cidade Santa desde há numerosos séculos. É aqui que está o Túmulo Vazio, o local da soberania de Deus sobre a morte e o poder das trevas que se manifestou na Ressurreição de Jesus”, afirmam.

Eles acrescentam que “o local da Ressurreição não é somente um local de curiosidade arqueológica, mas constitui o coração vivo da fé cristã”. “Foi aí - continua a mensagem - que a graça de Deus se manifestou inúmeras vezes ao longo dos séculos”. E por isso, eles sublinham que “este lugar merece o maior respeito”..

Os Chefes exprimem na mensagem uma grande preocupação pela força da violência “perpetrada enganosamente em nome da religião, nestes últimos meses, no Médio Oriente e em todo o mundo”.

Eles explicam que os membros das mais antigas comunidades cristãs destas regiões são os que mais directamente foram atingidos juntamente com outras minorias. E afirmam que “nenhuma verdadeira religião pode pregar a violência sobre um ser humano ou a vitimização de grupos minoritários”.

Os Chefes das Igrejas de Jerusalém condenam veementemente todo este tipo de acções. “Os que exibem um tão bárbaro comportamento desumanizam-se a si próprios ao mesmo tempo que as suas vítimas”, afirmam.

Por fim, eles suplicam a estas populações que “não se deixem cair em desespero” e recordam que a “existência da cidade de Jerusalém é, por si só, um sinal paradoxal de esperança que o reino de paz, de amor e de justiça de Deus prevalecerá”.

Eles reconhecem que “há efectivamente sinais de trevas à nossa volta que tornam estes tempos muito difíceis de viver, mas o período mais sombrio da noite é muitas vezes antes da aurora”.

A mensagem termina afirmando que “a feliz proclamação da Páscoa”, assegura-nos que “a última palavra não será da violência e da desumanização, mas do amor, da justiça, da esperança de Deus cujo fio se desenrola ao longo da história e que, no fim, se cumprirá no advento da plenitude do Reino dos Céus”.

Os Patriarcas e os chefes das Igrejas de Jerusalém que assinam a mensagem são: Patriarca Théophilo III, Patriarca greco-ortodoxo; Patriarca Fouad Twal, Patriarca Latino; Patriarca Norhan Manougian, Patriarca da Igreja apostólica arménia ortodoxa; Fr. Pierbattista Pizzaballa, OFM, Custódio da Terra Santa; Mons. Anba Abraham, Patriarca copta ortodoxo de Jerusalém; Arcebispo Swerios Malki Mourad, Patriarca sírio ortodoxo; Mons. Daniel Aba, Patriarca ortodoxo etíope; Mgr Joseph- Jules Zerey, Patriarca melequita; Arcebispo Mosa El -Hage, Exarca maronita; Mons. Souheil Dawani, Igreja episcopal de Jerusalém e do Médio Oriente; Mons. Munib Younan, Igreja evangélica luterana da Jordânia e da Terra Santa; Mons. Pierre Malki, Exarca sírio católico; Mons. Joseph Antoine Kelekian, Exarca arménio católico.

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