Em Aden, situação é de catástrofe humanitária
Roma, 08 de Abril de 2015 (Zenit.org)
É cada vez mais grave a situação no Iémene, onde se fala em
catástrofe humanitária. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de
divulgar o saldo da ofensiva dos rebeldes xiitas e dos seus aliados em
19 de Março: 560 mortos e 1.800 feridos.
As vítimas, complementa o Unicef, incluem pelo menos 74 crianças
mortas e 44 feridas desde o início dos bombardeios. Além disso, há mais
de 100 mil desabrigados.
É particularmente trágica a situação na cidade portuária de Aden, no
sul do país, onde combatem as tropas leais ao presidente deposto Mansour
Hadi e os rebeldes xiitas Houthi.
Fontes locais falam de uma batalha sangrenta, na qual os rebeldes que
conquistaram a capital Sanaa em Fevereiro usaram tanques e artilharia
pesada para alvejar os bairros civis que abrigam as unidades de
"resistência popular", ou seja, os apoiantes de Hadi. Estes últimos
tentam avançar em direcção a Mualla, uma cidade ao sul de Aden, para
chegar ao porto onde as forças sauditas e egípcias estão prontas para
entregar suprimentos por via marítima.
A Cruz Vermelha Internacional relata que “em Aden se combate em cada
rua e em cada esquina. Muitos não conseguem escapar”. Tudo ficou muito
difícil depois do bloqueio de estradas e rotas navais e aéreas. Os
voluntários dos Médicos Sem Fronteiras têm encontrado muitos obstáculos
para chegar aos hospitais e as autoridades iemenitas afirmam que pelo
menos uma escola foi atingida pelos ataques na província de Ibb, o que
matou três alunos.
Com o país em caos total, o mundo discute a crise que pode vir a se
assemelhar à da Síria e à do Iraque. Os Estados Unidos intensificaram o
intercâmbio de informações e estabeleceram uma coordenação conjunta com a
Arábia Saudita. Já a diplomacia iraniana organizou uma missão em Omã e
no Paquistão para discutir com Islamabad uma possível intervenção
militar na coaligação liderada por Riad.
(08 de Abril de 2015) © Innovative Media Inc.
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