Relatório Cáritas 2014 sobre a pobreza e a exclusão. Um dos obstáculos para a ajuda aos necessitados é a não utilização do "empréstimo da esperança"
Roma, 08 de Abril de 2014 (Zenit.org)
O divórcio prejudica os divorciados. Esta é a informação que
emerge do Relatório Cáritas 2014 sobre a pobreza e a exclusão social
chamado False Partenze. O documento, desenvolvido através da
escuta e observação realizado por 220 Cáritas diocesanas na Itália,
revela que houve uma mudança no perfil do pobre. Se, até pouco tempo, os
pobres na Itália eram imigrantes e idosos, hoje, a pobreza afecta mais
as pessoas que passaram pelo término de um relacionamento conjugal.
66,1% dos separados que pedem ajuda à Cáritas afirma ser incapaz de
prover os bens considerados de necessidade básica. Destes, apenas 23,7 %
estava na mesma condição antes da separação.
Mas ainda não acabou. Os efeitos negativos da separação também afecta o
psicológico: 66,7% apresentam mais sintomas de distúrbios do que antes
da separação. Além disso, a separação afecta a relação pai-filho: 68% dos
entrevistados dizem que houve uma mudança na relação com os filhos;
58,2% revela a situação pior do que antes.
O relatório indica que houve um aumento no número de pessoas que
fazem uso da ajuda da Cáritas: destaca-se o fato de que 85,3 % destes
‘novos pobres’ divorciados são italianos. 42,9% estão envolvidos em
separação legal, 28,1% em separação de facto e 22,8% em processo de
divórcio.
Conforme indicado pelo site "Redattore Sociale", um dos obstáculos ao
auxílio para pessoas em dificuldade é a não utilização do instrumento
"empréstimo da esperança" da Conferência Episcopal Italiana (CEI): a
ajuda poderia chegar a cerca de 30 mil famílias em dificuldade devido à
crise económica, mas cinco anos após a sua apresentação, o serviço
desembolsou 3.583 empréstimos, utilizando apenas 18% dos recursos
disponíveis.
(Trad.:MEM)
(08 de Abril de 2014) © Innovative Media Inc.
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