O Santo Padre recebe o Pontifício Comité de Ciências Históricas, que completa 60 anos de fundação
Cidade do Vaticano, 14 de Abril de 2014 (Zenit.org)
Os membros do Pontifício Comité de Ciências Históricas foram
recebidos hoje no Vaticano pelo papa Francisco, por ocasião do 60º
aniversário da instituição fundada pelo papa Pio XII.
O Santo Padre reiterou que “é sempre válida a célebre afirmação de
Cícero em ‘De Oratore’, parcialmente retomada pelo beato João XXIII, um
apaixonado pelos estudos de história, no discurso de abertura do
Concílio Vaticano II: ‘Historia vero testis temporum, lux veritatis,
vita memoriae, magistra vitae’. O estudo da história representa, de
fato, um dos caminhos para a busca apaixonada da verdade, que, desde
sempre, está no íntimo do homem”.
Aos presentes na audiência realizada no Palácio Apostólico, o Santo
Padre afirmou: “Em seus estudos e no seu ensino, vocês podem confrontar,
em particular, os fatos da Igreja que caminha no tempo, com a sua
história gloriosa de evangelização, de esperança, de luta quotidiana, de
vida utilizada no servir, de constância no trabalho pesado, como também
de infidelidade, de rejeições, de pecados”.
Francisco destacou o trabalho da comissão no contexto da Igreja de
hoje: “Estas pesquisas, marcadas por autêntica paixão eclesial e pelo
amor sincero da verdade, podem ajudar muito os que têm a tarefa de
discernir o que o Espírito Santo quer dizer à Igreja de hoje”.
“O Comité de Ciências Históricas se insere há tempos no diálogo e na
cooperação com instituições culturais e centros académicos de muitas
nações e é acolhido com respeito no âmbito mundial dos estudos
históricos”, porque é “no encontro e na colaboração com os pesquisadores
de cada cultura e religião que podemos oferecer uma contribuição
específica ao diálogo entre a Igreja e o mundo contemporâneo”.
“Entre as iniciativas programadas, eu penso em particular no
congresso internacional do centenário do início da Primeira Guerra
Mundial, que apresentará os mais recentes resultados dos estudos sobre
as iniciativas diplomáticas da Santa Sé durante aquele trágico conflito,
além da ajuda dos católicos e de outros cristãos para socorrer os
feridos, refugiados, órfãos e viúvas. E também na busca dos
desaparecidos e na reconstrução de um mundo dilacerado depois do período
que Bento XV chamou de ‘inútil massacre’”.
O papa Francisco terminou assegurando que “hoje ressoa mais actual do
que nunca o seu profundo apelo: ‘Com a paz, nada se perde; com a guerra
tudo pode ser perdido’. Quando escutamos estas palavras proféticas,
percebemos que a história é realmente ‘magistra vitae’”.
(14 de Abril de 2014) © Innovative Media Inc.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário