Via manifestações estranhas em missas de cura
| O padre Luis Escobar num momento de adoração - foto de Portaluz.org |
Actualizado 6 de Abril de 2014
Portaluz / ReL
O Chile já tem o seu primeiro exorcista estável e publicamente designado pela Igreja, neste caso pelo bispo Alejandro Goig da diocese de Rancagua, cidade chilena de 240.000 habitantes. A ele podem recorrer as pessoas que sintam que são acossadas ou magoadas de maneira especial pelo demónio, ou implicadas no mundo das seitas e da bruxaria.
Trata-se do padre Luis Escobar, pároco da Paróquia Santíssima Trindade de Rancagua, gestor de projectos educativos, capelão de cadeias e colunista habitual do portal de evangelização Portaluz (www.portaluz.org). Não é um novato nestas lides. «Mantendo informado o bispo Goig ou contando com a sua autorização» para realizar exorcismos, colaborou na libertação-cura de dezenas de pessoas que padeciam de alguma acção do demónio.
Numa entrevista exclusiva para o Jornal Portaluz o sacerdote partilha o seu sentir sobre esta nomeação e toda a fonte de graça e desafios que este ministério implica…
- Qual é o sinal que a igreja dá no Chile com esta nomeação?
- Quem cura e liberta é Cristo e a acção da igreja manifesta esta misericórdia salvífica de Deus que doa e restitui ao homem a sua dignidade de filho de Deus. A encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo estabeleceu para sempre a derrota do demónio é este ministério que monsenhor Alejandro Goic me confiou, está chamado a dar testemunho disso.
Mas também esta nomeação dá conta de uma situação que está afectando muitas pessoas no país. Refiro-me aqueles que hoje padecem junto às suas famílias da acção extraordinária do demónio nas suas vidas e que na ausência de sacerdotes formados e disponíveis para este ministério procuram solução às mãos de inescrupulosos (shamans, magos, tarotistas, adivinhos, bruxos e semelhantes) que não só lhes expoliam o seu dinheiro, mas sim que potenciam o mal espiritual que os afecta.
- A sua nomeação assinala então que a actividade demoníaca se incrementou no Chile?
- Sim, demasiado, mais além do que qualquer de nós (refere-se a sacerdotes relacionados com este ministério) podia ter esperado. Sucede que quando as pessoas se afastam da fé ou neste caso quando uma sociedade se descristianiza não só aumenta a superstição como ocorreu no Chile, mas sim que se criam as condições para o mal.
Hoje, ainda que Deus mostra ao homem grandes sinais do seu poder, da sua misericórdia, do seu amor, a nossa sociedade continua olhando para outro lado. Só depois que viveram tempo maltratados pela acção extraordinária do demónio (quer seja como possessão, vexação, opressão, infestação) entendem que tem de retornar ao Senhor. Mas Deus também se vale deste tipo de situações para que aqueles que não crêem abram os seus olhos, tenham fé e se esforcem para não voltar ao pecado. O demónio existe e actua, mas o triunfo é de Deus.
Portaluz / ReL
O Chile já tem o seu primeiro exorcista estável e publicamente designado pela Igreja, neste caso pelo bispo Alejandro Goig da diocese de Rancagua, cidade chilena de 240.000 habitantes. A ele podem recorrer as pessoas que sintam que são acossadas ou magoadas de maneira especial pelo demónio, ou implicadas no mundo das seitas e da bruxaria.
Trata-se do padre Luis Escobar, pároco da Paróquia Santíssima Trindade de Rancagua, gestor de projectos educativos, capelão de cadeias e colunista habitual do portal de evangelização Portaluz (www.portaluz.org). Não é um novato nestas lides. «Mantendo informado o bispo Goig ou contando com a sua autorização» para realizar exorcismos, colaborou na libertação-cura de dezenas de pessoas que padeciam de alguma acção do demónio.
Numa entrevista exclusiva para o Jornal Portaluz o sacerdote partilha o seu sentir sobre esta nomeação e toda a fonte de graça e desafios que este ministério implica…
- Qual é o sinal que a igreja dá no Chile com esta nomeação?
- Quem cura e liberta é Cristo e a acção da igreja manifesta esta misericórdia salvífica de Deus que doa e restitui ao homem a sua dignidade de filho de Deus. A encarnação, vida, paixão, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo estabeleceu para sempre a derrota do demónio é este ministério que monsenhor Alejandro Goic me confiou, está chamado a dar testemunho disso.
Mas também esta nomeação dá conta de uma situação que está afectando muitas pessoas no país. Refiro-me aqueles que hoje padecem junto às suas famílias da acção extraordinária do demónio nas suas vidas e que na ausência de sacerdotes formados e disponíveis para este ministério procuram solução às mãos de inescrupulosos (shamans, magos, tarotistas, adivinhos, bruxos e semelhantes) que não só lhes expoliam o seu dinheiro, mas sim que potenciam o mal espiritual que os afecta.
- A sua nomeação assinala então que a actividade demoníaca se incrementou no Chile?
- Sim, demasiado, mais além do que qualquer de nós (refere-se a sacerdotes relacionados com este ministério) podia ter esperado. Sucede que quando as pessoas se afastam da fé ou neste caso quando uma sociedade se descristianiza não só aumenta a superstição como ocorreu no Chile, mas sim que se criam as condições para o mal.
Hoje, ainda que Deus mostra ao homem grandes sinais do seu poder, da sua misericórdia, do seu amor, a nossa sociedade continua olhando para outro lado. Só depois que viveram tempo maltratados pela acção extraordinária do demónio (quer seja como possessão, vexação, opressão, infestação) entendem que tem de retornar ao Senhor. Mas Deus também se vale deste tipo de situações para que aqueles que não crêem abram os seus olhos, tenham fé e se esforcem para não voltar ao pecado. O demónio existe e actua, mas o triunfo é de Deus.
- Além da acção extraordinária do demónio, como possessão, vexação, opressão ou infestação que menciona… Quais são hoje os sinais que manifestam a sua presença?
- Um a falta de fá. Uma sociedade seduzida pela ideologia de género entre outros factores, que rejeita os valores cristãos como a vida, o matrimónio, a família, os filhos. Uma educação cada vez mais laica, relativista, onde se promove uma moral particular que anima a fazer cada um o que quer. O aumento do consumo de drogas que destrói a vida dos jovens. O aumento da violência nas famílias, nas ruas, nas nossas cidades. As desigualdades tremendas que gera um modelo económico que não olha o bem comum, com os seus falsos profetas que aparecem anunciando uma melhoria substancial na vida dos cidadãos quando eles mesmos sabem que não o vão fazer nem o podem fazer desde uma ideologia que não valoriza aspectos essenciais como a vida.
- É você o único exorcista formalmente nomeado no Chile?
- Não tenho antecedente de outros. Em outras dioceses há sacerdotes que exorcizam ad casum [em casos específicos]. Vale dizer que intervém de acordo com a necessidade, caso a caso, pedindo a autorização do seu bispo, tal qual eu também o estive fazendo por alguns anos.
- Além de estar disponível para exorcizar, que outros desafios pastorais imediatos importa esta nomeação?
- O primeiro é que terei que reordenar as minhas actividades para poder atender a tanta gente que vai chegando em busca de ajuda. Segundo, espero envolvam mais sacerdotes que possam ajudar tantas pessoas que requerem ajuda.
- Há quantos anos você tem estado realizando exorcismos e orações de libertação antes de ser formalmente designado?
- Cerca de oito ou nove anos. Foi um processo porque primeiro e ainda que eu não fosse um carismático, chegaram há minha paróquia as missas de cura. Os caminhos de Deus, simplesmente. Logo começaram a apresentar-se fenómenos e pessoas com padecimentos que eu não conhecia e para os quais a ciência era obtusa ao não reconhecer os seus limites, deixando as pessoas sem solução ou pior ainda expostas aos sequaces do demónio como espíritas, bruxos e outros que já mencionei nesta entrevista. Isso levou-me a orar, pedir o auxílio da Santíssima Virgem Maria para compreender, investigar, ler, assistir a congressos fora do país porque no Chile não havia nada para poder ter maior clareza de como actuar nestes casos. E o bispo, bom, sempre esteve informado sobre a situação. Assim partimos realizando orações de libertação (informando previamente o bispo) e logo o bispo autorizou a realização de exorcismos ad casum…
- Se já realizava exorcismos para quê então esta designação oficial?
- Porque o Ritual (de exorcismo) para ser aplicado, em cada caso requer ter a autorização do bispo se não se conta com esta nomeação que agora me foi confiada. O bispo depois de observar o exercício, a prática e a necessidade na comunidade, decidiu delegar num sacerdote esta função que corresponde a ele. Assim a nomeação procura facilitar o serviço pastoral que por certo exige realizar o discernimento prévio, entrevistas, diagnósticos, antes de aplicar o rito de um exorcismo solene. Em particular porque não é uma actividade que o sacerdote exerce como una questão independente, mas sim para implementar os meios através dos quais se manifesta a misericórdia, a graça de Deus, que é a actividade própria da igreja.
Isto implica também cuidar a obediência e manter sempre informado o bispo. O sacerdote que tem este mandato do seu bispo deve sempre ser obediente e ter também consciência dos seus próprios pecados confessando-se regularmente, porque o diabo não nos vai deixar tranquilos em nenhum momento, eu posso dar testemunho disso.
O padre Luis Escobar dá mais dados (e publicam os seus horários de missas de cura) numa entrevista no jornal local, El Rancagüino.
Leia também a entrevista ao padre Salvador, exorcista da diocese de Cartagena-Murcia (Espanha), que comenta o livro "Assim se vence o demónio"
- Um a falta de fá. Uma sociedade seduzida pela ideologia de género entre outros factores, que rejeita os valores cristãos como a vida, o matrimónio, a família, os filhos. Uma educação cada vez mais laica, relativista, onde se promove uma moral particular que anima a fazer cada um o que quer. O aumento do consumo de drogas que destrói a vida dos jovens. O aumento da violência nas famílias, nas ruas, nas nossas cidades. As desigualdades tremendas que gera um modelo económico que não olha o bem comum, com os seus falsos profetas que aparecem anunciando uma melhoria substancial na vida dos cidadãos quando eles mesmos sabem que não o vão fazer nem o podem fazer desde uma ideologia que não valoriza aspectos essenciais como a vida.
- É você o único exorcista formalmente nomeado no Chile?
- Não tenho antecedente de outros. Em outras dioceses há sacerdotes que exorcizam ad casum [em casos específicos]. Vale dizer que intervém de acordo com a necessidade, caso a caso, pedindo a autorização do seu bispo, tal qual eu também o estive fazendo por alguns anos.
- Além de estar disponível para exorcizar, que outros desafios pastorais imediatos importa esta nomeação?
- O primeiro é que terei que reordenar as minhas actividades para poder atender a tanta gente que vai chegando em busca de ajuda. Segundo, espero envolvam mais sacerdotes que possam ajudar tantas pessoas que requerem ajuda.
- Há quantos anos você tem estado realizando exorcismos e orações de libertação antes de ser formalmente designado?
- Cerca de oito ou nove anos. Foi um processo porque primeiro e ainda que eu não fosse um carismático, chegaram há minha paróquia as missas de cura. Os caminhos de Deus, simplesmente. Logo começaram a apresentar-se fenómenos e pessoas com padecimentos que eu não conhecia e para os quais a ciência era obtusa ao não reconhecer os seus limites, deixando as pessoas sem solução ou pior ainda expostas aos sequaces do demónio como espíritas, bruxos e outros que já mencionei nesta entrevista. Isso levou-me a orar, pedir o auxílio da Santíssima Virgem Maria para compreender, investigar, ler, assistir a congressos fora do país porque no Chile não havia nada para poder ter maior clareza de como actuar nestes casos. E o bispo, bom, sempre esteve informado sobre a situação. Assim partimos realizando orações de libertação (informando previamente o bispo) e logo o bispo autorizou a realização de exorcismos ad casum…
- Se já realizava exorcismos para quê então esta designação oficial?
- Porque o Ritual (de exorcismo) para ser aplicado, em cada caso requer ter a autorização do bispo se não se conta com esta nomeação que agora me foi confiada. O bispo depois de observar o exercício, a prática e a necessidade na comunidade, decidiu delegar num sacerdote esta função que corresponde a ele. Assim a nomeação procura facilitar o serviço pastoral que por certo exige realizar o discernimento prévio, entrevistas, diagnósticos, antes de aplicar o rito de um exorcismo solene. Em particular porque não é uma actividade que o sacerdote exerce como una questão independente, mas sim para implementar os meios através dos quais se manifesta a misericórdia, a graça de Deus, que é a actividade própria da igreja.
Isto implica também cuidar a obediência e manter sempre informado o bispo. O sacerdote que tem este mandato do seu bispo deve sempre ser obediente e ter também consciência dos seus próprios pecados confessando-se regularmente, porque o diabo não nos vai deixar tranquilos em nenhum momento, eu posso dar testemunho disso.
O padre Luis Escobar dá mais dados (e publicam os seus horários de missas de cura) numa entrevista no jornal local, El Rancagüino.
Leia também a entrevista ao padre Salvador, exorcista da diocese de Cartagena-Murcia (Espanha), que comenta o livro "Assim se vence o demónio"
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