Com ele, já estão os 115 eleitores
Pham Minh Man está tranquilo na hora de chegar ao Conclave, mas muito rápido em fazer crescer a sua diocese: um exército de catequistas e uma multidão de consagrados ajudam-no.
Actualizado 7 de Março de 2013
P.J. Ginés / ReL
O Vietname é um país comunista. As autoridades acossam as muitas comunidades cristãs em diversas regiões, sobretudo nas montanhas, por razões ideológicas ou simplesmente por corruptelas económicas, ou por desprezo a certas etnias.
Mas na capital, Ho Chi Minh, as coisas são algo distintas. Desde há uns anos as autoridades comunistas "deixam fazer", e assim, o cardeal Pham Minh Mân, que chegou a Roma na tarde da quinta-feira, o último dos 115 homens que elegerão o novo Pontífice, pode pastorear uma igreja em crescimento, que não deixa de olhar a fé dos seus mártires recentes.
Relativa tolerância
O cardeal Pham foi nomeado arcebispo em 1998, com 64 anos; criado cardeal em 2003, participou como eleitor no Conclave de 2005 que elegeu Bento XVI. Aos seus 79 anos, com 15 anos como cabeça da Igreja no Vietname, Pham pode estar satisfeito de ter visto crescer o seu rebanho na relativa tolerância da capital.
O século XXI viu crescer a diocese
No que vai de século XXI, pôs em marcha uma dezena de paróquias novas, superando as 200. Os fiéis da diocese passaram de 520.000 a 680.000 ou mais: são um de cada dez habitantes da diocese. Os sacerdotes diocesanos, de 240 a mais de 320. Os sacerdotes religiosos, de 170 a mais de 330. Os religiosos e religiosas, de 2.600 a mais de 5.400.
Antes de 2007, o arcebispo tinha que pedir permissão ao Governo para aceitar novos seminaristas, e permitiam-lhe apenas uns 20 cada dois anos; quando lhe deram liberdade, o seminário encheu-se de jovens que esperavam.
Tecido social alternativo ao Partido
Segundo dados que deu o cardeal numa entrevista em 2009 ao National Catholic Reporter, numa sociedade comunista onde se espera que tudo o controle o partido, a "mão branda" na capital permitiu que os católicos contam com mais de 5.000 catequistas, 900 coros musicais e mais de 25 associações de apostolado laical. Os cursos de formação pastoral tem 6.000 alunos cada ano.
O cardeal Pham não se deu pressa em chegar ao Conclave, foi o último a apresentar-se, mas se se dá pressa em multiplicar os frutos na sua diocese. Pode falar de evangelização na Ásia, em condições complicadas, com autoridade.
Pham Minh Man está tranquilo na hora de chegar ao Conclave, mas muito rápido em fazer crescer a sua diocese: um exército de catequistas e uma multidão de consagrados ajudam-no.
Actualizado 7 de Março de 2013
P.J. Ginés / ReL
O Vietname é um país comunista. As autoridades acossam as muitas comunidades cristãs em diversas regiões, sobretudo nas montanhas, por razões ideológicas ou simplesmente por corruptelas económicas, ou por desprezo a certas etnias.
Mas na capital, Ho Chi Minh, as coisas são algo distintas. Desde há uns anos as autoridades comunistas "deixam fazer", e assim, o cardeal Pham Minh Mân, que chegou a Roma na tarde da quinta-feira, o último dos 115 homens que elegerão o novo Pontífice, pode pastorear uma igreja em crescimento, que não deixa de olhar a fé dos seus mártires recentes.
Relativa tolerância
O cardeal Pham foi nomeado arcebispo em 1998, com 64 anos; criado cardeal em 2003, participou como eleitor no Conclave de 2005 que elegeu Bento XVI. Aos seus 79 anos, com 15 anos como cabeça da Igreja no Vietname, Pham pode estar satisfeito de ter visto crescer o seu rebanho na relativa tolerância da capital.
O século XXI viu crescer a diocese
No que vai de século XXI, pôs em marcha uma dezena de paróquias novas, superando as 200. Os fiéis da diocese passaram de 520.000 a 680.000 ou mais: são um de cada dez habitantes da diocese. Os sacerdotes diocesanos, de 240 a mais de 320. Os sacerdotes religiosos, de 170 a mais de 330. Os religiosos e religiosas, de 2.600 a mais de 5.400.
Antes de 2007, o arcebispo tinha que pedir permissão ao Governo para aceitar novos seminaristas, e permitiam-lhe apenas uns 20 cada dois anos; quando lhe deram liberdade, o seminário encheu-se de jovens que esperavam.
Tecido social alternativo ao Partido
Segundo dados que deu o cardeal numa entrevista em 2009 ao National Catholic Reporter, numa sociedade comunista onde se espera que tudo o controle o partido, a "mão branda" na capital permitiu que os católicos contam com mais de 5.000 catequistas, 900 coros musicais e mais de 25 associações de apostolado laical. Os cursos de formação pastoral tem 6.000 alunos cada ano.
O cardeal Pham não se deu pressa em chegar ao Conclave, foi o último a apresentar-se, mas se se dá pressa em multiplicar os frutos na sua diocese. Pode falar de evangelização na Ásia, em condições complicadas, com autoridade.
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