Quinta Congregação Geral: porta voz do Vaticano pede responsabilidade na divulgação das notícias
Roma,
Na quinta Congregação Geral que aconteceu hoje pela manhã, o
número de cardeais subiu para 152. Estavam presentes 114 dos eleitores,
falta apenas o cardeal do Vietname, Pham Minh Man.
De acordo com o referido pelo porta voz do Vaticano, padre Federico
Lombardi, durante o briefing com os jornalistas acreditados junto à
Santa Sé, os últimos cardeais a fazerem o juramento foram o arcebispo de
Varsóvia, Kazmierrz Nycz, e o núncio apostólico emérito Giovanni Coppa.
No decorrer da manhã foi realizado o sorteio do novo trio de
assistentes do Camerlengo, sendo designado o cardeal Bechara Boutros Raí
(para os bispos), Laurent Monsengwo (para os presbíteros) e Velasio De
Paolis (para diáconos).
Entre os 16 pronunciamentos realizados na Quinta Congregação, os
primeiros três foram dos chefes dos Dicastérios para assuntos
económicos: cardeal Domenico Calcagno, presidente da Administração do
Património da Sé Apostólica; Giuseppe Versaldi, prefeito para Assuntos
Económicos e Giuseppe Bertello, presidente do Governatorato da Cidade
do Vaticano.
Sob a Constituição Apostólica Pastor Bonus ( n º 171),
durante a Sé Vacante, o Camerlengo deve prover ao Colégio dos Cardeais
relatórios e informações sobre o balanço patrimonial e económico da
Santa Sé. Por isso, o Cardeal Camerlengo, Tarcisio Bertone, colocou em
questão os responsáveis pelos diversos Dicastérios para assuntos
económicos.
Ainda nesta manhã foram tocados argumentos que vão da evangelização
ao compromisso da Igreja no mundo de hoje; da Santa Sé aos departamentos
da Cúria Romana; das relações com os bispos ao perfil e as expectativas
para o novo Papa. Falou-se também do diálogo ecuménico, da caridade e
do compromisso da Igreja para com os pobres.
Padre Lombardi destacou a notável variedade de intervenções, com uma
ampla participação dos cardeais de todas as línguas e de todas as
nações.
Instado pelos jornalistas sobre a possível data de início do
Conclave, Pe. Lombardi afirmou que - além de determinada quando o número
de eleitores estiver completo – é estabelecida por iniciativa do
Cardeal Decano, que “sentindo" o Colégio, propõe a data e leva para
votação. O Decano, portanto, se move "com muita cautela, sem a imposição
de um tempo ao Colégio.
O porta-voz do Vaticano também negou a informação divulgada ontem por
uma agência de notícias, segundo a qual o Conclave começaria
segunda-feira, 11 de Março, como se os cerimonialistas tivessem
reservado uma missa Pro eligendo Pontifice na Basílica Vaticana para a tarde do mesmo dia.
A notícia foi negada pelo mestre de cerimónias do Vaticano, monsenhor
Guido Marini. Além disso, acrescentou Lombardi, a reserva desta
celebração litúrgica na Basílica, não diz respeito aos mestres de
cerimónias, mas ao Colégio dos Cardeais.
A missa Pro eligendo Pontífice, disse Lombardi, pode ser
celebrada nestes dias por qualquer sacerdote, em qualquer paróquia ou
capela no mundo, para invocar o Espírito Santo para ajudar a Igreja a
escolher o próximo sucessor de Pedro.
Alguns jornalistas estavam preocupados com a publicação de
entrevistas ou declarações de alguns prelados que preferem permanecer
anónimos. A este respeito, padre Lombardi afirmou que cada um deve
assumir a responsabilidade e cabe ao jornalista avaliar se a fonte é
"confiável".
Sobre algumas prováveis indiscrições que alguns cardeais italianos
teriam difundido fora das Congregações, o porta-voz do Vaticano
considera essas declarações inaceitáveis e acrescentou: "Quem deixa a
confidencialidade, eu não sei".
Quanto à suspensão da conferência de imprensa dos cardeais
americanos, Lombardi afirmou que essa decisão não foi imposta de forma
alguma pelo Colégio dos Cardeais.
A última rodada de perguntas foi sobre o clima emocional do Conclave,
muito diferente do realizado em 2005, em luto pela morte do Papa João
Paulo II. As diferenças em relação há oito anos atrás, no entanto, "não
influenciam substancialmente sobre a responsabilidade dos cardeais e
sobre suas tarefas", disse padre Lombardi.
Continuam as obras na Capela Sistina, em vista do Conclave, como
evidenciado pelas imagens de vídeo transmitidas para a imprensa. Está
sendo escurecido o vidro da entrada da capela, e está em fase de
conclusão a construção do piso de madeira elevado, onde serão dispostas
as mesas dos cardeais eleitores.
Chegaram também as duas salamandras que serão colocadas fora do piso
temporário: o primeiro servirá para emitir a fumaça preta ou branca, e o
segundo, mais arredondado, servirá para queimar as cédulas após cada
votação.
Enquanto isso, nos jardins do Vaticano foi removido o brasão papal do
Papa Bento XVI. Sobre o terreno serão plantadas flores que reproduzirão
o emblema do novo Papa.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário