Violência religiosa na Índia
Nos primeiros 10 meses deste ano, o relatório intitulado Cristãos agredidos na Índia, coligido por várias organizações não governamentais cristãs, registou 300 incidentes anticristãos.
A Ajuda à Igreja que Sofre entrevistou na quinta-feira, 18 de novembro, duas freiras católicas atacadas no distrito de Mau, no Estado de Uttar Pradesh, no norte do país.
A irmã Gracy Monteiro contou como “um grupo de homens hindus” a assediaram – a ela e à irmã Roshi Minj – numa paragem de autocarros, acusando-as de “converter ilegalmente um hindu ao cristianismo” e as levaram “à força para uma esquadra de polícia próxima entoando slogans anticristãos” e acusando-as de conversões ilegais.
O Uttar Pradesh é o Estado mais populoso da Índia e, por meio de um decreto de novembro de 2020, posteriormente ratificado pelo Parlamento estadual em fevereiro de 2021, proibiu a conversão religiosa sob pena de prisão até 10 anos. A lei refere a conversão religiosa por aliciamento, força, coerção ou fraude, mas várias formas de pastoral cristã e obras de caridade têm sido julgadas como atrações ilegais para a conversão.
Na Índia existem mais sete Estados com semelhante legislação. Os líderes das Igrejas cristãs contestam a sua legalidade, alegando que tais leis violam a Constituição Indiana que reconhece aos cidadãos o direito de seguirem a religião da sua escolha e o direito a propagá-la. Grupos extremistas de hindus têm também atacado com frequência a minoria muçulmana. Os cristãos são cerca de 360 mil entre os mais de 200 milhões de habitantes do Uttar Pradesh.
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