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terça-feira, 8 de abril de 2014

Papa Francisco: O IOR não será extinto e a sua reforma prosseguirá

Instituto para as Obras de Religião continuará se adaptando às normas internacionais e aos controles da Autoridade de Informação Financeira


Cidade do Vaticano, 07 de Abril de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora


O Santo Padre aprovou a proposta de reforma do Instituto para as Obras de Religião (IOR), reafirmando a sua importância na missão da Igreja católica, da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. A informação foi veiculada nesta segunda-feira pela sala de imprensa do Vaticano.

A proposta foi desenvolvida pelos representantes da Pontifícia Comissão para o IOR (CRIOR) em parceria com a comissão COSEA (Comissão de Estudos da Estrutura Económica Administrativa da Santa Sé), com a Comissão de Cardeais do IOR e com o Conselho de Controle do IOR.

"O IOR continuará servindo com atenção e prestando os serviços financeiros especializados da Igreja católica em todo o mundo", diz o comunicado vaticano, destacando que "os significativos serviços que podem ser oferecidos pelo Instituto auxiliam o Santo Padre em sua missão de pastor universal e apoiam, ainda, as instituições e indivíduos que colaboram com ele no seu ministério".

A pedido do cardeal Pell, "continuará avançando o plano de reestruturação do Instituto a fim de que ele possa cumprir a sua missão como parte das novas estruturas financeiras da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano". O plano está "sendo posto em prática pelo presidente do Conselho de Superintendência, Ernst von Freyberg, e pelos directores do IOR". As actividades do IOR continuarão sendo supervisionadas pela AIF (Autoridade de Informação Financeira).

De acordo com os documentos “motu proprio” de 8 de Agosto e 15 de Novembro de 2013, bem como com a lei vaticana XVIII, de 8 de outubro 2013, sobre a transparência, foi criada uma estrutura legal e institucional articulada para regularizar as actividades financeiras no interior da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

O cardeal prefeito Pell reiterou a importância de um alinhamento sustentável e sistemático das estruturas do Vaticano com as normativas internacionais.

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