O Santo Padre mostra mais uma vez a sua proximidade e pede que o acompanhem com a oração na sua próxima visita a Jerusalém
Roma, 11 de Abril de 2014 (Zenit.org)
O rabino-chefe da Comunidade Judaica de Roma, Riccardo Di
Segni, recebeu um telegrama do Papa Francisco por ocasião do Pessach, a
Páscoa judaica, que começa no entardecer do 14 de Abril e terá uma
duração de oito dias. Nos próximos dias, o rabino-chefe corresponderá ao
gesto do Santo Padre ao enviar-lhe os seus melhores desejos em uma
mensagem por ocasião da Páscoa cristã.
Em sua comunicação a Di Segni, divulgada hoje, o Pontífice
argentino dirige “o mais cordial desejo de paz” ao rabino e a toda a
comunidade judaica de Roma ao aproximar-se esta importante festividade.
Que "a memória da libertação da opressão através do braço forte do
Senhor inspire pensamentos de misericórdia, de reconciliação e de
proximidade fraterna com todos os que sofrem sob o peso das novas
escravidões", acrescenta.
"Dirigindo o pensamento a Jerusalém, que terei a alegria de visitar
proximamente, peço-lhes que me acompanhem com a oração, enquanto vos
asseguro a minha lembrança, invocando abundantes bênçãos do
Todo-Poderoso", conclui o Papa.
Desde a sua eleição, Francisco realizou vários gestos de carinho e
amizade com os judeus, considerado já por João Paulo II e Bento XVI como
"irmãos mais velhos na fé". E é que nas últimas décadas as relações da
Igreja com a Comunidade Judaica de Roma e o diálogo inter-religioso,
deram passos importantes e foram se fortalecendo.
No dia 13 de Abril de 1986 João Paulo II tornou-se o primeiro Papa a
visitar uma sinagoga. Elio Toaff, o Rabino-Chefe, recebeu o Santo Padre
nos portões do templo judeu em Roma e, deixando de lado o protocolo,
deram-se um emocionante abraço.
João Paulo II, que, por vezes, se dirigiu aos presentes em língua
hebraica, aproveitou a oportunidade para condenar o anti-semitismo e se
referiu aos judeus como "irmãos mais velhos".
Além disso, a comunidade judaica italiana acolheu no dia 17 de Janeiro de 2010 Bento XVI com aplausos calorosos em sua primeira e
histórica visita à Sinagoga de Roma, quase 24 anos depois daquela que
fez João Paulo II em 1986.
Antes de entrar na sinagoga, o Pontífice alemão deixou uma coroa de
flores nos túmulos que lembram dois dos momentos mais sombrios da
Comunidade Judaica romana: o que comemora a deportação de 1.022 judeus,
realizada no dia 16 de Outubro de 1943, e a que recorda o atentado
terrorista do 9 de Outubro de 1982 no Templo, durante o qual morreu uma
criança de dois anos, Stefano Taché, e outras 37 pessoas ficaram
feridas.
A Pessach é a primeira e mais importante festa do calendário judeu;
começa no dia de Nisan, e é comemorada durante sete dias (oito na
diáspora), dos quais o primeiro e o último são dias de descanso, e nos
quais está proibido o trabalho diário. Nela se festeja a libertação do
povo judeu da escravidão do Egipto realizada por Deus através de Moisés.
[Trad.TS]
(11 de Abril de 2014) © Innovative Media Inc.
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