Bispo da Tanzânia afirma que a situação é complexa, e é difícil encontrar uma só causa das violências
Roma, 10 de Abril de 2014 (Zenit.org)
A situação da Tanzânia é complexa, afirmam alguns bispos da
Tanzânia. Dom Tarcisius Ngalalekumwta, Bispo de Iringa e Presidente da
Conferência Episcopal da Tanzânia, que se encontra em Roma para a visita
Ad Limina Apostolorum, falou sobre a tensão entre católicos e
muçulmanos. “Alguns extremistas muçulmanos gostariam de eliminar os
cristãos da sociedade porque pensam que a única religião na Tanzânia
deve ser a islâmica”, denuncia à Agência Fides.
“Naturalmente estas posturas são extremas e não reflectem a opinião
da maioria dos muçulmanos locais. Dentre eles, existem importantes
expoentes com os quais é possível realizar um diálogo de paz”, explica o
Bispo. As tensões mais graves ocorreram na ilha de Zanzibar.
“A situação na ilha actualmente está calma, mesmo porque a atenção de
todos está concentrada nas reformas constitucionais, e especialmente na
oportunidade de formar três governos (federal e dois locais, para
Tanganika e Zanzibar, ndr)” diz à Agência Fides Dom Augustine Shao,
Bispo de Zanzibar.
O Bispo da Ilha explica que os ataques “derivam de uma mistura de
motivações políticas, religiosas ou simplesmente criminosas”. Dom Shao
falou também sobre a convivência entre as religiões no país: “Como
cristãos e muçulmanos, vivemos juntos pacificamente centenas de anos,
tanto é verdade que matrimónios mistos não são incomuns”.
“Esta onda de ataques deve ter motivos recentes, que podem ser económicos, políticos ou religiosos, causados pela difusão de pregações
extremistas que provêm do exterior”. Para ele, “estes três aspectos
contribuam para provocar ondas de violência contra os cristãos, como as
que de vez em quando se verificam em Zanzibar”.
“A situação, portanto, é complexa, e é difícil encontrar uma só causa das violências contra os cristãos”, conclui o Bispo.
(MEM)
(10 de Abril de 2014) © Innovative Media Inc.
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