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domingo, 8 de setembro de 2013

O enclave cristão de Malula, a «Lourdes» síria, libertada dos islamitas depois de dias de angústia

Actualizado 7 de Setembro de 2013

ReL 

Malula, um povoado cristão que
esteve em perigo durante horas.
Em 4 de Setembro às seis da manhã as brigadas da Frente Al Nusra assaltaram a aldeia cristã de Malula, situada a uns cinquenta quilómetros ao norte de Damasco. Conhecida como "a Lourdes da Síria", esta pequena localidade que tem agora - depois dos êxodos da guerra civil - cinco mil habitantes foi cenário de combates entre a milícia islamita e o exército sírio apoiado pelos grupos locais de autodefesa.

Os habitantes refugiaram-se nas covas das montanhas que circundam Malula, e no convento de Santa Tecla. Era a primeira vez que os terroristas e jihadistas atacavam o povoado, de grande valor simbólico porque, além de ter uma maioria cristã, é um dos três lugares da Síria (junto com Jabadin e Bakah) onde se fala o arameu, a língua de Jesus Cristo, e também onde se ensina aqueles que desejam aprendê-la.

Uma imagem característica de Malula, a Lourdes da Síria.
Os assaltantes, boa parte deles chechenos, percorreram as ruas instando os seus habitantes a converter-se ao islão se queriam continuar vivos. Metralharam as igrejas de São Jorge e Santo Elias (que no princípio se acreditou que tinha sido incendiada), entre outras, ainda que o convento de Santa Tecla não ficou danificado. Mas sim destruíram a cúpula do mosteiro greco-católico (melquita) de São Sérgio e São Baco.

Por fortuna, momentaneamente os que ficaram escaldados foram eles. Segundo informa Le Veilleur de Ninive, o ataque foi repelido no dia seguinte. No dia 6 o exército sírio contra-atacou nas ruas de Malula e tomou o controlo da aldeia, ainda que os jihadistas mantenham a sua presença nos arredores.

Malula é Património da Unesco, e célebre em todo o mundo por ser um dos lugares simbólicos da Cristianismo no Médio Oriente.

Segundo declarou à Asia News um sacerdote local, os terroristas assediavam o lugar desde há sete meses, e quando atacaram, fizeram-no só contra os cristãos: "Os nossos jovens defenderam as casas, mas não são soldados. As pessoas estão fugindo de Malula, não se pode viver aqui. Há tempo que os milicianos ameaçam os cristãos, repetindo que mais tarde ou mais cedo chegará também a nossa vez. Os guerrilheiros não respeitam nem sequer os líderes muçulmanos locais, impotentes como nós perante todo este ódio".


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