Anúncio é dos eurodeputados italianos Enzo Rivellini e Potito Salatto
Roma, 13 de Setembro de 2013
"O presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, será
recebido pelo papa Francisco e aproveitará a ocasião para convidar o
papa a fazer um discurso no Parlamento Europeu", declararam os
eurodeputados italianos Enzo Rivellini e Potito Salatto, durante uma
conferência de imprensa realizada ontem em Roma.
De acordo com os dois representantes da Itália no Parlamento
Europeu, o importante convite é resultado de uma campanha apoiada por
eles para promover a candidatura do papa Francisco ao Prémio Sakharov.
O Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento foi criado pelo
Parlamento Europeu em 1988 para premiar personalidades ou organizações
que tenham dedicado a existência à defesa dos direitos humanos e das
liberdades individuais.
Embora contestada por uma generalizada ideologia contrária à Igreja
Católica e ao pontificado romano, 50 deputados assinaram a petição
necessária para nomear o papa Francisco entre os candidatos ao Prémio
Sakharov. O mínimo eram 40 assinaturas.
Rivellini afirmou que o documento foi assinado por membros de várias
forças políticas de diferentes países. Assinaram o pedido deputados
italianos, holandeses, alemães, portugueses, espanhóis, polacos e
ingleses.
Os dois eurodeputados informaram a novidade ao núncio apostólico em Bruxelas e a outros expoentes da Igreja Católica.
Salatto explicou que, mesmo sendo meritória, seria difícil que o papa
aceitasse tal candidatura. Assim, em vez de se apresentar a candidatura
de Francisco ao prémio, optou-se por formalizar um convite ao papa para
discursar em Bruxelas ou em Estrasburgo.
Revellini e Salatto disseram que ninguém esperava tal sensibilidade
no Parlamento para com o papa Francisco, e acrescentaram que a carta
assinada pelos eurodeputados e enviada a Martin Schulz, visando convidar
o bispo de Roma, também é resultado da campanha de sensibilização
organizada por eles para candidatar o papa ao Prémio Sakharov.
Ainda não são publicamente conhecidas todas as candidaturas ao
prêmio. Uma delas deverá ser a da adolescente de dezasseis anos Malala
Yousafzai, activista dos direitos humanos que sobreviveu a um atentado
terrorista.
Na carta que os eurodeputados enviaram a Martin Schultz, ressalta-se que, nos dias de hoje, "em que as palavras guerra e paz
ganham dramática relevância", o convite ao Santo Padre "seria um gesto
de grande significado e um reconhecimento prestado a quem está levando
em frente, com autoridade e coragem, o diálogo inter-religioso e
intercultural para promover o futuro da convivência humana".
in
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