Gustavo Gutiérrez, pai da TL |
Gustavo Gutiérrez poderia ser incluído na Comissão Teológica Internacional
O Papa representa como ninguém a teologia latino-americana centrada nos pobres e no sofrimento
Redacção, 12 de Setembro de 2013 às 11:16
(J Bastante).- Prossegue a reabilitação, pela via dos factos, da Teologia da Libertação. Se na passada semana era L'Osservatore Romano quem trazia às suas páginas o pai desta corrente teológica, Gustavo Gutiérrez, agora é o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (e amigo pessoal do teólogo peruano), Gerhard Müller, quem anuncia que Francisco o receberá em breve.
Gutiérrez encontra-se em Itália, onde no passado domingo apresentou o seu livro "Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja" (Ed. San Paolo-Emi), escrito a quatro manos com o próprio Müller.
Muito mudaram as coisas quando a Doutrina da Fé, encarregada nos anos 80 de condenar a Teologia da Libertação e a muitos dos seus teólogos, é a que parece dedicada a reabilitar esta corrente, dentro da nova teologia latino-americana, centrada nos pobres e no sofrimento e que encarna como ninguém o mesmo Francisco.
Gustavo Gutiérrez nunca foi condenado pela Santa Sé, ainda que Roma sim pediu um dia que corrigisse o seu artigo "La Koinonía eclesial", que enviou a Roma em 1998 mas se publicou em 2004. Algumas fontes apontam que o teólogo poderia ser incluído dentro do grupo dos especialistas da Comissão Teológica Internacional, o máximo organismo da Santa Sé para o debate e as decisões sobre o depósito da fé.
O Papa representa como ninguém a teologia latino-americana centrada nos pobres e no sofrimento
Redacção, 12 de Setembro de 2013 às 11:16
(J Bastante).- Prossegue a reabilitação, pela via dos factos, da Teologia da Libertação. Se na passada semana era L'Osservatore Romano quem trazia às suas páginas o pai desta corrente teológica, Gustavo Gutiérrez, agora é o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (e amigo pessoal do teólogo peruano), Gerhard Müller, quem anuncia que Francisco o receberá em breve.
Gutiérrez encontra-se em Itália, onde no passado domingo apresentou o seu livro "Da parte dos pobres. Teologia da libertação, teologia da Igreja" (Ed. San Paolo-Emi), escrito a quatro manos com o próprio Müller.
Muito mudaram as coisas quando a Doutrina da Fé, encarregada nos anos 80 de condenar a Teologia da Libertação e a muitos dos seus teólogos, é a que parece dedicada a reabilitar esta corrente, dentro da nova teologia latino-americana, centrada nos pobres e no sofrimento e que encarna como ninguém o mesmo Francisco.
Gustavo Gutiérrez nunca foi condenado pela Santa Sé, ainda que Roma sim pediu um dia que corrigisse o seu artigo "La Koinonía eclesial", que enviou a Roma em 1998 mas se publicou em 2004. Algumas fontes apontam que o teólogo poderia ser incluído dentro do grupo dos especialistas da Comissão Teológica Internacional, o máximo organismo da Santa Sé para o debate e as decisões sobre o depósito da fé.
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