Durante a homilia em Santa Marta, papa Francisco exorta a imitar a "graça da humildade de Maria
Roma, 12 de Setembro de 2013
O perdão cristão é exercitado contemplando a paixão e
humanidade de Jesus, imitando o comportamento de sua mãe. A partir
disso, o Papa Francisco articulou sua homilia durante a missa desta
manhã em Santa Marta, na festa do Santo Nome de Maria.
A liturgia de hoje, afirmou o Papa, já foi chamada de "doce nome de
Maria", mas também hoje, embora com um nome diferente", permanece a
doçura do seu nome”.
A doçura de Maria, continuou o Santo Padre, é necessária para
"entender essas coisas que Jesus nos pede", ou seja, “amai os vossos
inimigos, fazei o bem, emprestai sem esperar nada”. Todas as "coisa
fortes" que Maria também viveu com a "graça da mansidão" e "a graça da
humildade".
As mesmas virtudes são invocadas por São Paulo na primeira leitura
(Col 3,12-17) de hoje, quando o apóstolo dos gentios fala de
"sentimentos de ternura, bondade, humildade, mansidão". Uma disposição
deste tipo não só é longe de ser óbvia, mas é impossível alcançá-la
"apenas com o nosso esforço; somente a "graça" pode nos ajudar neste
processo.
Esta graça passa pelo "pensar em Jesus somente" ou através de sua
contemplação: se com o coração e a mente nos unimos a Ele, que venceu a
morte, o pecado, o diabo", será possível conseguir o que nos pede Jesus
e, da mesma maneira, São Paulo.
Nosso esforço será o de "pensar sobre o seu silêncio manso" e Jesus
"fará tudo o que falta". A vida do homem está escondida "em Deus com
Cristo". Não há outro caminho fora da "contemplação da humanidade de
Jesus, da humanidade sofredora", continuou o Papa.
Contemplar o sofrimento de Jesus é o único caminho possível para
sermos "bons cristãos”, para "não odiar o próximo", para “não falar
contra o próximo", concluiu.
in
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