Arcebispo de Turim fala na abertura da Semana Social dos Católicos italianos
Roma, 12 de Setembro de 2013
"Seria um grande erro deixar a família relegada à esfera
privada". Com estas palavras, dom Domenico Pompili, secretário da
Conferência Episcopal Italiana (CEI) e director do Escritório Nacional
para as Comunicações Sociais, recebeu os jornalistas e profissionais da media na conferência de imprensa de abertura da 47ª Semana Social de
Turim (12-15 Setembro), no final da manhã de hoje.
O encontro, do qual participou em 1907 o beato Giuseppe Toniolo
(Treviso, 7 de Março de 1845 - Pisa, 7 de Outubro de 1918) como
sociólogo e economista, “segue três temas principais: ouvir as mudanças
que estão ocorrendo, discuti-las e propor possíveis soluções para os
problemas das famílias”, explicou Pompili. “É um exercício inspirado
pela doutrina social da Igreja, que põe em causa a responsabilidade de
cada um, dos pastores em primeiro lugar, com a competência dos leigos,
reunidos para alcançar um objectivo comum”.
A palavra foi passada a seguir para dom Cesare Nosiglia, arcebispo de
Turim e vice-presidente da Conferência Episcopal Italiana, que explicou
como a cidade e a diocese se prepararam para o evento.
“É um momento muito esperado pela nossa diocese, mas também pela
opinião pública. No início do processo de preparação, estabelecemos dois objectivos principais: tornar a reunião pública e apresentar as
solicitações da nossa comunidade a partir da história de Turim, do
Sudário e da experiência dos santos sociais, como testemunhos vivos,
vividos na gratuitidade”.
“A semana é também uma oportunidade de diálogo para os delegados das
dioceses e das famílias. As famílias são os principais intervenientes e
têm que ser compreendidas, incluídas como parte de uma comunidade e de
uma sociedade. Somente no diálogo e no respeito é que podem surgir
propostas construtivas”.
Dom Nosiglia sugeriu uma forte colaboração com o mundo político. “É
hora de construir uma política que reconheça a centralidade da família,
para restaurar a estabilidade em primeiro lugar, no desenvolvimento
cultural e económico. É essencial apoiar, também, a função educativa,
promover a maternidade e o cuidado dos filhos, incentivar a renda
familiar. Junto com os problemas que afligem a família hoje, há também
muitos sinais positivos, e eu espero que cada família, independentemente
da renda, seja rica em humanidade e em compromisso profundo. Precisamos
criar um novo pacto social ‘para’ a família e ‘com’ a família. O palco
desse diálogo, nesta ocasião, é a cidade de Turim, cuja história sempre
se caracterizou pelo diálogo entre o mundo católico e o mundo laico”.
“Essas iniciativas tendem a enfatizar que podemos ter esperança
diante de tantas vozes de desânimo”, disse dom Arrigo Miglio, arcebispo
de Cagliari e presidente da Comissão Científica e Organizadora das
Semanas Sociais. “Falar de família não é olhar para o passado. A Semana
Social deve ser um convite para cada um de nós, para estarmos mais perto
das situações de sofrimento das famílias que nos cercam. Estar perto
significa entender, significa acompanhar, tornar perceptível a
proximidade do amor de Deus”.
Após a intervenção da irmã Alessandra Smerilli, secretária da
Comissão Científica e Organizadora das Semanas Sociais, que delineou o
programa dos próximos dias, Luca Diotallevi, vice-presidente da
comissão, encerrou a reunião salientando: “A família é cada vez mais um
tema explosivo na Itália e na Europa continental. A relação entre homens
e pastores deve ser revista à luz do Evangelho, como foi sugerido pelo
Santo Padre”.
Entre os convidados esperados, destaca-se a presença do primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, nesta sexta-feira de manhã.
in
Sem comentários:
Enviar um comentário