O beato João Paulo II também convocou uma jornada semelhante depois do atentado das Torres Gémeas
Roma, 04 de Setembro de 2013
Diante dos momentos dolorosos que está sofrendo a nação
Síria por causa da violência, o santo padre propôs um dia de jejum e
oração no qual convida os cristãos, fieis de outras religiões e homens e
mulheres de boa vontade a participarem desta jornada. Pedir pela paz no
mundo e especialmente neste momento pela paz na Síria, unirá o coração e
os desejos de muitas pessoas neste sábado dia 7 de Setembro.
O beato João Paulo II teve uma iniciativa semelhante em 2001, após
os ataques às Torres Gémeas em Nova York, quando convidou a viver o dia
14 de dezembro daquele ano como um dia de jejum e oração para que Deus
concedesse ao mundo "uma paz estável, fundada na justiça" e convidou
representantes das religiões do mundo a Assis no dia 24 de Janeiro de
2002 para rezar pela superação das oposições e para promover a paz
autêntica".
Jejuar também significa ser solidário e entender a situação das
milhares de pessoas que todos os dias passam fome no mundo. Este sábado
também pode ser um tempo para explicar até mesmo para os menores da casa
o sentido de fazer este sacrifício, que está longe de ser um ato
desprovido de significado.
Em uma nota divulgada pelo Departamento de Celebrações Litúrgicas na
época, ofereceram algumas reflexões sobre o significado do jejum e da
oração.
O dia de jejum, indica, não deve ser entendido apenas de acordo com
as formas jurídicas do Código de Direito Canónico; “mas em um sentido
mais amplo, que envolva livremente a todos os fieis: as crianças, que
voluntariamente fazem renúncias em favor dos seus irmãos pobres; os
jovens, muito sensíveis à causa da justiça e da paz; todos os adultos,
menos os doentes, sem excluir os anciãos”.
"Em todas as grandes experiência religiosas o jejum ocupa um lugar
importante”, explica. “O jejum implica uma atitude de fé, de humildade,
de total dependência com Deus. Já no Antigo Testamento há exemplos em
que o jejum é usado para "se preparar para o encontro com Deus; antes de
enfrentar uma tarefa difícil ou pedir o perdão de uma culpa; para
expressar a dor causada por uma desgraça familiar ou nacional; mas o
jejum, inseparável da oração e da justiça, está orientado principalmente
para a conversão do coração, sem a qual, como os profetas já
denunciavam, não tem sentido”. Do mesmo jeito encontramos o exemplo na
vida de Jesus, quando jejuou durante 40 dias no deserto antes de começar
a sua vida pública.
Na nota também explica que “fieis à tradição bíblica, os santos
padres tiveram muita consideração pelo jejum. De acordo com eles, a
prática do jejum facilita a abertura do homem a outro alimento: o da
Palavra de Deus e do cumprimento da vontade do Pai; e em estreita
ligação com a oração, fortifica a virtude, suscita a misericórdia,
implora o socorro divino, leva à conversão do coração".
O documento, no final, explica que " a prática do jejum é dirigida ao
passado, ao presente e ao futuro: ao passado, como reconhecimento das
culpas contra Deus e contra os irmãos, das quais todos estamos
manchados; ao presente, para aprender a abrir os olhos para as
necessidades dos outros ou à realidade que nos rodeia; ao futuro, para
acolher no coração a realidade divina e renovar, a partir do dom da
misericórdia de Deus, a comunhão com todos os homens e com toda a
criação, assumindo responsavelmente a tarefa que cada um de nós tem na
história”.
in
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