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domingo, 11 de janeiro de 2015

O filme Ouija faz que dispare a venda destes tabuleiros no Natal: tem perigo real!

Casos reais de ouija que magoam pessoas 

Ouija, partilhar uma actividade emocionante e transgressora com os teus amigos e raparigas/rapazes bonitas/os - algo atractivo para a psicologia adolescente, mas tem riscos reais
Actualizado 4 de Dezembro de 2014

Pablo J. Ginés/ReL

A película norte-americana de terror Ouija, dirigida por Stiles White, chega aos cinemas espanhóis. É a história fictícia de uns adolescentes que se põe a jogar com este famoso tabuleiro adivinhatório, apresentado como um jogo, e despertam um malvado ente obscuro, uns demónios, que tentarão acabar com eles.

A película custou 5 milhões de dólares e já arrecadou 68 milhões. Estreou-se nos EUA em 24 de Outubro e ainda que os críticos de cinema foram muito duros com ela, aos jovens e adolescentes encantou-os: logo a tempo para passar um pedaço de medo no Halloween.

Negócio: vender tabuleiros ouija com a película
Poder-se-ia pensar que a película - como tantas outras histórias de terror - deveria ter um valor educativo, que ensinaria que jogar com o oculto é perigoso, que o mal existe e não se deve brincar com ele.

Mas o certo é que a película foi financiada em parte pela empresa comercializadora de tabuleiros ouija oficiais, como os da película, que segundo informava The Daily Mail em 1 de Dezembro, em Inglaterra se estão vendendo como bolos, e prometem ser o presente de Natal da moda para este ano.

Assim, a película, em vez de ensinar o jovem a ser prudente, seduz com a ideia de jogar com o fogo e sobreviver a ele.

Esse foi sempre o encanto da ouija com os adolescentes. A psicologia adolescente quer provar os seus limites, sair do permitido, demonstrar à sociedade que ele é diferente, demonstrar ao grupo de outros adolescentes que é valente, arriscado... adulto! Isso demonstra-se com "ritos de passagem", com fazer coisas proibidas, perigosas... E isso inclui a ouija. 

Um invento do século XIX
A ouija (une as palavras "oui" e "ja", que significam "sim" em francês e alemão) nasceu no século XIX nos Estados Unidos em plena moda do espiritismo, pretendendo comunicar não com demónios mas sim com os espíritos de pessoas falecidas, a ser possível, seres queridos.

Inclui um ponteiro que, supostamente, se desloca sozinho (ainda que apoiado pelo dedo dos praticantes) por um tabuleiro com os números de 0 ao 9, as letras do abecedário, e as palavras sim, não, e adeus. Além do século XIX, viveu outra época de grande difusão nos muito alternativos anos 60.

Os cépticos e os seus requintes
The Daily Mail recolhe as opiniões de duas personalidades cépticas com o paranormal. O investigador anti paranormal James Randi realizou sessões de ouija tapando os olhos aos participantes: o ponteiro era então incapaz de formar palavras coerentes, ia às cegas pelo tabuleiro. Demonstraria que são só os participantes os que formam as palavras enquanto podem ver as letras.

O professor de psicologia da Pace University de Nova Iorque Terence Hines, considera que os utilizadores são os que movem o ponteiro com o dedo e formam as palavras, mas que podem fazê-lo de maneira inconsciente, com um controlo subconsciente, como caminha um sonâmbulo. Por isso pensam (equivocadamente) que há "outra presença" que assinala as letras e números.

A experiência dos exorcistas

Mas independentemente de todas estas considerações sociológicas e psicológicas, a experiência dos exorcistas católicos e também do clero protestante, é que quando uma pessoa invoca "presenças" (ainda que creia que são espíritos de seres queridos já mortos, ou falecidos em geral) há risco real de que acuda alguém: demónios.

The Daily Mail recolhe a opinião desdenhosa da proprietária da livraria esotérica londrina Treadwell, Christina Oakley Harrington, que diz que a ouija não começou a associar-se popularmente ao demoníaco - como faz a nova película - até 1973 e que a culpa a teve nesse ano o filme O Exorcista, baseado na novela do escritor católico William Peter Blatty.


No princípio de O Exorcista, a película de 1973,
Regan ensina a sua mamã como joga à ouija
e contacta com um tal "Capitão Howdy"
No livro e na película - e no caso real no qual se inspiravam - a vítima adolescente contactava com o oculto mediante a ouija... E depois fica claro que quem actuava ali era o demónio.

"Uma vez dizes que algo serve para cortejar a espíritos malignos, terminas com a Igreja envolvida", lamenta a livreira esotérica (que sem dúvida ganha um bom dinheiro vendendo tabuleiros ouija).

O diário britânico recupera declarações do padre Anthony Hayne, cura católico e exorcista inglês retirado, que diz que vários dos adolescentes que atendeu no passado "tinham usado tabuleiros ouija e tinham deixado entrar a obscuridade nas suas vidas".

Também Tom Willis, clérigo anglicano que se responsabilizou por temas de libertação na arquidiocese anglicana de York durante décadas, recorda que nos anos 60 foi especialmente numerosa a evidência de pessoas que acabavam nos hospitais psiquiátricos mentalmente afectados pelo vivido com a ouija.

Willis assinala que a "força" que fala através da ouija "pode simular ser tua avozinha contactando contigo, mas poderia ser algo maligno que de repente te dê um mau conselho".

Testemunhos estremecedores em ReL
Em ReligionEnLibertad temos recolhido numerosos testemunhos de pessoas que se aventuraram no mundo esotérico e demoníaco através da ouija, ainda que muitas vezes tardaram anos a dar-se conta dos seus efeitos.

Jesús García, autor do livro de testemunhos Estamos de volta, entrevistou Guillermo Ortea, um pai de família que se aventurou no demoníaco através da ouija, a qual jogou muitas vezes entre os 13 e os 18 anos. Ainda que depois não jogou mais, entendeu que tinha vivido debaixo influência do maligno durante toda a sua vida e que afectava também a sua filha. Esta história inquietante (e logo libertadora) explica-se com detalhes aqui: http://goo.gl/olu4xP

 
Guillermo Ortea, protagonista
de uma experiência adolescente
com a ouija que afectou logo
toda a sua vida
Por causa da sua investigação para o seu livro Assim se vence o demónio, o escritor José María Zavala contou o caso que lhe relatou na primeira pessoa um homem afectado pelo demoníaco depois de ter-se implicado no jogo da ouija. Pode ler-se com detalhe aqui: http://goo.gl/N8slVo

O exorcista da diocese de Cartagena-Murcia começou a realizar esse ministério porque visitava as prisões e se dava conta que muitos presos praticavam ouija e se sentiam escravizados pelo mal, incapazes de mudar e deixar a má vida. "Encontrei-me ali com rapazes que tinham jogado com espiritismo, ouijas ou tinham realizado pactos satânicos. Diziam-me que não podiam mudar, que tudo lhes ia mal porque pertenciam ao demónio, que estavam enganchados..." Deixar o esotérico forma parte do processo para recuperar a liberdade pessoal, para ser um homem livre. Explica-o aqui: http://goo.gl/8al9ZX

A cadeia 13TV publicou em Fevereiro de 2013 no programa "A descoberto" a história de Maria, uma mulher vítima de actividade demoníaca que atende Fernando Armenteros, o exorcista da diocese de Alcalá de Henares. "No dia que eu fiz a ouija passou-se algo que eu notei que saía do normal. A mão que tinha posta começou a tremer da mesma forma que as convulsiones que me ficaram desde então e notei que tinha entrado algo. Na minha vida começou a torcer-se tudo, comecei a estar enferma de forma reiterativa. Procurei um sacerdote e disse que tinha algo e que ia rezar. Esse dia foi o mais feliz da minha vida". Pode-se ler esta história aqui: http://goo.gl/gmQuaQ
 
J. Ramón, espanhol nascido em 1973, fez chegar o seu testemunho a ReligionEnLibertad, acrescentando que tinha participado em mais de 100 sessões de ouija e muitas outras actividades esotéricas e de nova era: http://goo.gl/uOlmcy

Abigail, uma rapariga chilena, explica como na sua adolescência cheia de tristeza, se voltou na cultura "gótica" (sinistra) e a ouija, e como saiu dali: http://goo.gl/q4g1zd

O Catecismo da Igreja Católica afirma: "Todas as formas de adivinhação devem rejeitar-se: o recurso a Satã ou aos demónios, a evocação dos mortos, e outras práticas que equivocadamente se supõe "revelam" o futuro. a consulta de horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e sortes, os fenómenos de visão, o recurso a "médiuns" encerram uma vontade de poder sobre o tempo, a história e, finalmente, os homens, enquanto um desejo de granjear-se da protecção de poderes ocultos. Estão em contradição com a honra e o respeito, mesclados de temor amoroso, que devemos somente a Deus". (2115-2116).



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