Páginas

domingo, 11 de janeiro de 2015

Em Mosul os yihadistas usam as igrejas católicas caldeias como prisões e base de operações

Actualizado 3 de Dezembro de 2014

Fides/ReL 

O convento da Victoria de Alaraby,
Mosul, em chamas
Algumas igrejas de Mosul foram transformadas em lugares de detenção pelos yihadistas do Estado Islâmico (IS), que ditam a lei na cidade norte-iraquiana desde o passado dia 9 de Junho.

Em particular, segundo fontes locais citadas pelo sítio de informação www.ankawa.com, nos últimos dias alguns detidos vendados e atados teriam sido transferidos para a antiga igreja caldeia da Imaculada, na parte oriental da cidade, depois de ser detonada a cadeia de Badush.

Fontes locais referem à Agência Fides que o mosteiro de São Jorge, pertencente à Ordem antoniana de São Ormisda dos caldeus, também foi transformado em lugar de detenção. E existe o temor de que nos locais do mosteiro as mulheres sofram violência sexual.

Em Mosul, na segunda-feira 24 de Novembro, os milicianos yihadistas do Estado Islâmico tinham recorrido aos explosivos para destruir o convento das irmãs caldeias do Sagrado Coração, precedentemente ocupado e usado como alojamento e base logística.

“Os yihadistas do Califado - refere à Agência Fides Rebwar Audish Basa, Procurador da Ordem antoniana de São Ormisda dos Caldeus - ocuparam as igrejas, incluindo as mais antigas. Entre as preocupações que nos assediam, encontra-se o temor de que numa possível ofensiva militar para a libertação de Mosul se considerem as igrejas como objectivos a atingir, já que se converteram em bases logísticas dos yihadistas. E, obviamente, a destruição de igrejas antigas seria um dano irreparável e uma grande perda”.

E na Síria uma geração de crianças cresce em guerra

Entretanto, a Fides informa também de que na vizinha Síria se calcula que há 5 milhões de crianças que necessitam urgentemente ajuda e assistência humanitária, de um total de mais de 12 milhões de pessoas na mesma condição.

Devido à guerra civil, o país conta com 7 milhões e 600 mil deslocados e mais de 3 milhões de refugiados nos países vizinhos.

Segundo a ONU, em 2011 a economia da Síria sofreu uma descida de 40%. No país existe uma taxa de desemprego de 54%, três quartas partes da população vive na pobreza e o nível de assistência escolar reduziu-se em mais de 50%.

Continua aumentando o número de mortos e feridos entre os sírios e, os que mais sofrem esta violência, são as crianças. Cada dia mais e mais pessoas morrem. Com a aprovação do Conselho de Segurança da ONU da Resolução, que proporciona acesso às ajudas humanitárias nas zonas mais afectadas, centenas de milhar de pessoas receberam abastecimentos, mas as zonas sitiadas continuam sendo um grande desafio. Desde que iniciou o conflito registaram-se já 150.000 mortos e mais de 680.000 feridos.


in


Sem comentários:

Enviar um comentário