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sábado, 7 de setembro de 2013

Cristão, judeus, muçulmanos e inclusive laicos juntam-se ao pedido do Papa pela Síria

Inclusive Evo Morales, Nicolás Maduro ou Emma Bonino!

O Papa pediu oração e jejum pela paz na Síria,
com uma jornada especial no sábado
Actualizado 5 de Setembro de 2013

ReL

Desde todo o mundo chegam os ecos do chamado que o papa Francisco fez no domingo passado, convidando a um dia de jejum e oração pela paz na Síria e no mundo, que se realizará este próximo sábado 7, e que terá a sua máxima expressão na vigília na praça de São Pedro.

Reunião com os embaixadores

No Vaticano a Secretaria de Estado convidou os embaixadores acreditados perante a Santa Sé para uma reunião sobre o significado da iniciativa.

Indicou-o na quarta-feira o director do gabinete de imprensa do Vaticano, o padre Federico Lombardi. Acrescentou que as conferências episcopais e dicastérios relacionados com as diversas Igrejas cristãs e outras religiões estão-se empenhando em fazer conhecer o evento.

Sobre o programa para a vigília, por agora está previsto o rezar do santo rosário, a adoração eucarística e uma meditação do papa Francisco.

Ortodoxos sírios: jejum contra a guerra

Na Síria, o arcebispo Roham, metropolita sírio-ortodoxo convidou os seus fiéis e aos que se encontram na diáspora a participar do convite do santo padre. E precisou: “Nós aderimos com convicção ao chamado do Papa” porque como disse o evangelho de Mateus “este tipo de demónios - como a guerra e a violência - não se expulsa se não é com a oração e o jejum”.

O metropolita que em breve estará no Líbano e na Turquia por motivos pastorais, assegurou à agência de notícias FIDES que “todas as comunidades ortodoxas e protestantes de diversas confissões, no Líbano e outras nações do Médio Oriente, se estão mobilizando para rezar e jejuar juntos este sábado”.

Também o muftí suní da Síria
O grande muftí da Síria, Ahmad Badreddin Hassoy, líder do islão sunita, indicou que gostaria de estar com o papa na praça de São Pedro. E indicou que os muçulmanos realizarão uma jornada de oração e jejum, como convidou o santo padre.

Também desde a Terra Santa os bispos indicaram: “Cada ordinário na sua diocese, eparquia ou exarcado, cada pároco, e instituto religioso organizarão a jornada como mais convém”.

Maronitas e greco-ortodoxos
O cardeal maronita de Beirute, o cardeal Bechara Rai, visitou o patriarca grego-ortodoxo de Antioquia, Youhanna Yazige, e os dois afirmaram que estavam “profundamente confortados pelo apelo do papa, e que organizarão a jornada nas suas respectivas comunidades.

A convocatória do papa “é fundamental para abrir as portas a uma solução pacífica”, indicou à Asia News, Ridwan Al-Sayyd, um muçulmano especialista no islão para a revista al-Ijtihad. E considerou que os muçulmanos além de aderir à iniciativa farão tudo para difundi-la.

Religiosos e consagrados
Os consagrados de todo o mundo se unirão, como o confirma o cardeal Joao Braz de Aviz, prefeito da Congregação dos Institutos de Vida Consagrada, que numa carta enviada a todos os religiosos precisa a necessidade que “prevaleça a cultura do encontro”. E acrescenta que além dos actos litúrgicos nas igrejas, devem realizar-se também “em cada comunidade de religiosos e de vida consagrada”.

Na Itália a Conferência Episcopal ao convidar para o evento, acrescenta: “Demos sugestões, mas cada um tem a experiência e a fantasia para realizar os momentos de reunião”.

Além disso chega a adesão de diversos movimentos, como os Focolares e São Egídio, que participaram em mediações internacionais.

Apoios "bolivarianos"
Também desde a América Latina, alguns presidentes confirmaram que se juntarão à jornada, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o da Bolívia, Evo Morales, e nos próximos dias esperam-se outras adesões.

Entre as insólitas está a da ministra italiana de Relações Exteriores, Emma Bonino, activista famosa pelo seu apoio ao aborto e divórcio nos anos 70.


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