Monsenhor Peter John Haworth Doyle nomeou um clérigo para investigar as virtudes heróicas do escritor britânico
Roma, 07 de Agosto de 2013
O bispo britânico Peter John Haworth Doyle nomeou um clérigo
para investigar a causa de beatificação do escritor Gilbert Keith
Chesterton. A notícia foi dada por Dale Ahlquist, Presidente do American Chesterton Society, no passado 1º Agosto.
Em seu discurso de abertura da 32ª Conferência Anual da American Chesterton Society,
realizada no Colégio da Assunção, Ahlquist expressou alegria e gratidão
por esta iniciativa porque "está em sintonia com os nossos desejos"
para a canonização de Chesterton.
"É para mim um grande privilégio poder fazer esse anúncio -
acrescentou - também porque a razão que motivou mons. Doyle é o fato de
que quando o Cardeal Bergoglio era arcebispo de Buenos Aires falou
favoravelmente para a abertura da causa".
Mons. Doyle é bispo da Diocese de Northampton, uma sede sufragânea da
Arquidiocese de Westminster, que inclui os condados de Bedfordshire e
Northamptonshire, bem como o tradicional condado de Buckinghamshire.
Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) é um dos escritores ingleses
mais citados do mundo. Muito conhecidos seus livros "Ortodoxia", "O
homem eterno", "A aventura de um homem vivo", "São Tomás de Aquino",
"São Francisco de Assis", bem como toda a série de histórias do "Padre
Brown". Em particular, é de grande importância o livro "A minha fé", no
qual explica a sua conversão ao catolicismo.
Está amplamente demonstrado que os escritos de Chesterton foram
significativos para a conversão de muitas pessoas e que têm influenciado
positivamente muitos dos grandes homens do século XX.
O escritor e filólogo britânico Clive Staples Lewis escreveu que, depois de ter lido o livro Chesterton, The Everlasting Man
(traduzido para o português sob o título "O Homem Eterno"), "pela
primeira vez eu vi a história de uma forma cristã que fazia sentido".
De acordo com Dale Ahlquist, a abordagem de Dorothy Day para a
economia foi influenciada por um modelo criado por Chesterton baseada
nos ensinamentos sociais da Igreja e conhecido como "distributismo"
(Dorothy Day foi um jornalista e activista social anárquica
norte-americano, famosa por suas campanhas de justiça social em defesa
dos pobres e sem-tecto. Converteu-se ao catolicismo em 1927 n.d.r.).
Chesterton também influenciou John Ronald Reuel Tolkien, autor de "O
Senhor dos Anéis" e de outros célebres ‘pedras milenárias’ do género fantasy
, como "O Hobbit" e "O Silmarillion". E foi fonte de inspiração também
para o escritor, dramaturgo, poeta e jornalista Maurice Baring, para o
historiador Christopher Henry Dawson, para o teólogo monsenhor Ronald
Knox, e para os autores agnósticos como o grande escritor argentino,
Jorge Luis Borges.
Não basta ser um grande escritor para ser um santo, mas não há dúvida
de que Chesterton foi um mestre da virtude. Magistrais os seus
ensinamentos no campo da fé, da defesa da família natural, da santidade
da vida e da justiça económica.
No mundo, ele é conhecido por sua grande inteligência, humildade e
alegria profunda que brotou do seu tornar-se católico. O presidente da Chesterton American Society
lembrou a influência que Chesterton teve também sobre o servo de Deus e
Arcebispo norte-americano Fulton John Sheen, entre os mais eficazes e
brilhantes pregadores do seu tempo. “Acho que Chesterton é um santo para
o nosso tempo e poderia continuar a atrair muitas pessoas à Igreja
Católica”, concluiu Dale Ahlquist.
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