O nigeriano Pedro Angelina
| O nigeriano Peter Angelina |
Actualizado 10 de Dezembro de 2014
Luis del Real Espanyol / ReL
Há histórias que marcam. E esta é uma delas. O seu protagonista é um senhor nigeriano, de 35 anos, chamado Peter Angelina, ainda que todos os que o conhecem lhe chamem Pedro. Para ganhar a vida costuma vender lenços de papel no bairro sevilhano de El Tardón. Todas as manhãs está no semáforo da rua Juan Díaz de Solís, com Rubén Darío.
Uma carteira cai do capô do carro
Isso mesmo fazia na quarta-feira da semana passada, quando se apercebeu de que um carro que tinha estado estacionado diante do seu tomava de novo a rua, mas caindo do capô do automóvel uma carteira.
Pedro recolheu-a e deitou a correr atrás do carro, mas o condutor nem se apercebeu da sua perda. O nigeriano, algo assustado, procurou testemunhas entre os vizinhos do bairro sobre o acontecimento que acabava de viver, e quando passou a primeira patrulha da Polícia Nacional, entregou a carteira.
Mais de 3.000 euros em efectivo
Aos 20 minutos, a polícia foi busca-lo para contar-lhe que já tinham localizado o proprietário da carteira, e que a mesma continha a bagatela de 3.150 euros em efectivo, e seis cheques no valor de 13.000 euros.
“O dinheiro não era meu, eu não podia ficar com ele, e Deus não teria gostado que o tivesse feito. Eu prefiro pedir-lhe ajuda para ter sorte com os meus estudos de medicina”, diz Pedro Angelina com grande inocência.
Um médico que vende lenços no semáforo
Peter Angelina é médico pela Universidade de Lagos (Nigéria), mas como o seu título não pode ser validado em Espanha, leva cinco anos estudando Medicina na Universidade de Sevilha. Com o que ganha vendendo lenços de papel no semáforo da rua Díaz de Solís paga os estudos, que complementa com a pequena ajuda que recebe do seu pai, que é chefe de polícia na Nigéria.
Um católico da paróquia de São Joaquim
Pedro, que é católico, disse que ele não é bom, que o único bom é Deus. Desde há nove anos ajuda na Eucaristia da paróquia de São Joaquim.
“Eu tenho muita gente que me ajuda aqui. Sempre vou à missa e conheço muitas pessoas da paróquia”, comenta Pedro aos jornalistas.
"Faria falta que no mundo existissem mais pessoas como ele!", disse uma paroquiana emocionada: "É uma pessoa excepcional".
O dono da carteira dá-lhe 100 euros
O proprietário da carteira cheia de bilhetes quis agradecer a Pedro esse gesto de honradez e abordou-o outro dia no semáforo onde trabalha todos os dias: “Veio no outro dia para conhecer-me e não lhe perguntei nem o seu nome. Só lhe perguntei que se tudo o que lhe tinha devolvido a polícia estava bem. Disse-me que sim e quis dar-me 100 euros. Eu não os quis aceitar, mas meteu-mos no bolso. Aí os tenho”, disse assinalando o seu abrigo. Só se sabe que o dono da carteira é um sevilhano de 42 anos que preferiu guardar o seu anonimato.
Luis del Real Espanyol / ReL
Há histórias que marcam. E esta é uma delas. O seu protagonista é um senhor nigeriano, de 35 anos, chamado Peter Angelina, ainda que todos os que o conhecem lhe chamem Pedro. Para ganhar a vida costuma vender lenços de papel no bairro sevilhano de El Tardón. Todas as manhãs está no semáforo da rua Juan Díaz de Solís, com Rubén Darío.
Uma carteira cai do capô do carro
Isso mesmo fazia na quarta-feira da semana passada, quando se apercebeu de que um carro que tinha estado estacionado diante do seu tomava de novo a rua, mas caindo do capô do automóvel uma carteira.
Pedro recolheu-a e deitou a correr atrás do carro, mas o condutor nem se apercebeu da sua perda. O nigeriano, algo assustado, procurou testemunhas entre os vizinhos do bairro sobre o acontecimento que acabava de viver, e quando passou a primeira patrulha da Polícia Nacional, entregou a carteira.
Mais de 3.000 euros em efectivo
Aos 20 minutos, a polícia foi busca-lo para contar-lhe que já tinham localizado o proprietário da carteira, e que a mesma continha a bagatela de 3.150 euros em efectivo, e seis cheques no valor de 13.000 euros.
“O dinheiro não era meu, eu não podia ficar com ele, e Deus não teria gostado que o tivesse feito. Eu prefiro pedir-lhe ajuda para ter sorte com os meus estudos de medicina”, diz Pedro Angelina com grande inocência.
Um médico que vende lenços no semáforo
Peter Angelina é médico pela Universidade de Lagos (Nigéria), mas como o seu título não pode ser validado em Espanha, leva cinco anos estudando Medicina na Universidade de Sevilha. Com o que ganha vendendo lenços de papel no semáforo da rua Díaz de Solís paga os estudos, que complementa com a pequena ajuda que recebe do seu pai, que é chefe de polícia na Nigéria.
Um católico da paróquia de São Joaquim
Pedro, que é católico, disse que ele não é bom, que o único bom é Deus. Desde há nove anos ajuda na Eucaristia da paróquia de São Joaquim.
“Eu tenho muita gente que me ajuda aqui. Sempre vou à missa e conheço muitas pessoas da paróquia”, comenta Pedro aos jornalistas.
"Faria falta que no mundo existissem mais pessoas como ele!", disse uma paroquiana emocionada: "É uma pessoa excepcional".
O dono da carteira dá-lhe 100 euros
O proprietário da carteira cheia de bilhetes quis agradecer a Pedro esse gesto de honradez e abordou-o outro dia no semáforo onde trabalha todos os dias: “Veio no outro dia para conhecer-me e não lhe perguntei nem o seu nome. Só lhe perguntei que se tudo o que lhe tinha devolvido a polícia estava bem. Disse-me que sim e quis dar-me 100 euros. Eu não os quis aceitar, mas meteu-mos no bolso. Aí os tenho”, disse assinalando o seu abrigo. Só se sabe que o dono da carteira é um sevilhano de 42 anos que preferiu guardar o seu anonimato.
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