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sábado, 17 de janeiro de 2015

São Marcelo

Papa Marcelo foi um vigoroso testemunho de coerência e firmeza no anúncio e defesa da fé


Horizonte, 16 de Janeiro de 2015 (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros


“Em Roma, na Via Salária, o natal de São Marcelo I, o qual, tendo confessado a fé católica, por ordem do tirano Magêncio, foi primeiro espancado com bastões, depois destinado ao serviço dos animais sob boa custódia, onde morreu, servindo, vestido de cilício”, narra o Martirológio Romano sobre o Papa e mártir Marcelo que conforme a hagiografia nasceu por volta do ano 255 em Roma em um período de grandes perseguições impostas pelo imperador Diocleciano.

Em meio a este clima tenso, cresceu Marcelo dedicando-se à vida espiritual e religiosa. Com a morte do Papa Marcelino no ano 304, a sede de Roma ficou vacante por um período de quatro anos. Neste período as perseguições tomavam novo vigor sob o comando de Maxêncio. Foi neste cenário, que no dia 27 de maio de 308, Marcelo foi eleito Papa pelo clero romano. Sob o nome de Papa Marcelo I ele foi o 30º papa da história da Igreja Católica.

Conforme o relato da “Liber Pontificales”, Marcelo iniciou seu pontificado com a dura missão de unificar e reorganizar a comunidade cristã esfacelada pelas perseguições e heresias. Começou por dividir a administração territorial da Igreja em vinte e cinco distritos, conduzidos por presbíteros e com a liberdade para a evangelização, administração dos sacramentos, preparação dos catecúmenos, administração das penitências e zelo para com o enterro dos mortos e memória dos mártires. Floresceu então a esperança e a fé no seio da Igreja.  Marcelo também instituiu a reparação dos pecados daqueles que haviam renegado a fé e desejavam voltar. A isto se referia o Papa Dâmaso I: “Pastor verdadeiro, porque manifestou aos “lapsis” as obrigações que tinham no sentido de expiarem os seus delitos com as lágrimas da penitência”.

Porém, um grupo não concordou com a determinação do Papa Marcelo e se opuseram a ele. Maxêncio então o mandou prender e o exilou no ano 309. Submetido a diversos trabalhos e suplícios, Marcelo faleceu no dia 16 de Janeiro de 309. Suas relíquias encontram-se na Cripta dos Papas no cemitério de Santa Priscila, em Roma.

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