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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Paris ainda manchada de sangue

Em um duplo cerco da polícia morrem os irmãos Kouachi, autores do massacre de ontem na redacção da Charlie Hebdo, e Amedy Coulibaly, assassino de um guarda de trânsito. Reféns também foram mortos


Paris, 09 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)

Depois de 24 horas do massacre à redacção do Charlie Hebdo Paris vive um outro dia de grande tensão. As forças policiais francesas foram mobilizadas por várias horas em dois frentes diferentes: por um lado, buscavam os dois terroristas de ontem, barricados desde a manhã numa gráfica com um refém; por outro lado cercavam um homem que depois de ter matado uma polícia quinta de manhã, assassinou duas pessoas e se trancou em uma loja judaica na periferia da capital. Fontes da polícia parisiense falam de uma “ligação” entre os dois trágicos episódios de ontem, porque os autores pertenceriam à mesma célula jihadista.

Em uma cidade ainda machucada pelo massacre do Charlie Hebdo, muito recente, ontem um homem de origem africana disparou contra as forças da polícia em Montrouge, subúrbios ao sul de Paris, que matou uma guarda de trânsito. O homem foi identificado como Amedy Coulibaly, libertado da prisão há dois meses, e perseguido pela polícia e refugiou-se esta manhã em uma loja de produtos judaicos depois de ter abandonado o carro perto de um centro comercial.

Amedy manteve várias pessoas como reféns, incluindo um bebé. Uma operação da polícia, que começou por volta das 17hs de hoje, provocou a morte do terrorista e o ferimento de alguns agentes da polícia. Teme-se pelo destino dos reféns. Le Monde informa quatro vítimas entre eles.

Ao mesmo tempo, ouviram-se muitos tiros em uma região arborizada nos arredores de Paris, prelúdio do cerco que levou à morte dos irmãos Said e Cherif Kouachi, cercados com uma refém em uma gráfica. Os homens das forças especiais da polícia entraram no edifício ao grito de “no chão, no chão!” e dispararam. Libertaram o refém que saiu ferido e foi transportado para longe em um helicóptero.

Durante uma conversa por telefone com a polícia durante o dia, os dois assassinos do Charlie Hebdo disseram que queriam “morrer mártires”. E no vasto mar de notícias que se entrecruzam, ouviu-se também esta: um dos irmão Kouachi, encontrado esta manhã com um comerciante de Dammartin, disse: “Vá embora, nós não matamos civis".

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