Fundos serão geridos por organismos da Igreja na Guiné, Libéria e Serra Leoa
Roma, 09 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)
A Santa Sé informou nesta semana que destinará 3 milhões de
euros ao combate do vírus do ebola na África Ocidental e instou os
agentes privados e públicos a aumentarem os fundos para lutar contra a
doença.
O Vaticano declarou que "os recursos estarão à disposição dos
organismos mantidos pela Igreja católica a fim de melhorar a assistência
que eles oferecem através de instituições de saúde, iniciativas
comunitárias e atenção pastoral aos doentes e aos agentes de saúde" na
Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
Além disto, a Santa Sé pediu que outros "benfeitores, públicos ou
privados, ajudem a aumentar os fundos" destinados a socorrer as pessoas
"que tanto sofrem nas regiões afectadas pela enfermidade".
O dinheiro enviado pelo Vaticano será usado para "aquisição de
material sanitário de primeira necessidade, transporte de doentes e
renovação das estruturas". Parte do dinheiro será destinada a
"desenvolver e potencializar estratégias para frear a expansão do ebola"
e outra quantidade servirá para "ajudar as famílias afectadas pelo vírus
e as crianças órfãs".
A Igreja contribuirá ainda no "cuidado das pessoas em áreas afectadas
pelo vírus através da formação e da assistência aos seus sacerdotes,
religiosos e leigos que participam de actividades pastorais". A
iniciativa pretende "preparar melhor essas pessoas para enfrentar as
necessidades físicas, psicológicas e espirituais dos doentes e de todos
os que sofrem".
Em documento intitulado "Potencializar o empenho da Igreja católica
na resposta à emergência do ebola", o Pontifício Conselho Justiça e Paz
"descreve uma resposta pastoral a uma doença relativamente nova, que tem
devastado indivíduos, famílias inteiras e comunidades" na África
Ocidental.
Faz muitas décadas que a Igreja proporciona ajuda humanitária e para o
desenvolvimento da região. Por isso, "ela sabe muito bem como as
instituições de saúde de todo tipo, que já enfrentam grandes desafios
causados pela pobreza e pelas antigas dificuldades sociais e políticas,
estão envolvidas nesta crise".
O surto de ebola que surgiu em 2013 continua se estendendo em Serra
Leoa, na Libéria e na Guiné. O número de pessoas infectadas pelo vírus
está em torno de 20 mil, das quais mais de 8 mil morreram, segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS).
Estes dados incluem os casos confirmados, suspeitos e prováveis. O
país com mais casos é Serra Leoa, com mais de 9 mil contágios e quase
3.000 mortes. Na Libéria os registos chegam a quase 8 mil infecções e
3.500 mortes. A Guiné registou cerca de 2.700 casos e 1.700
falecimentos.
No dia 14 de Outubro de 2014, Barack Obama, François Hollande, Angela
Merkel, Matteo Renzi e David Cameron qualificaram o ebola como "a mais
grave urgência sanitária dos últimos anos no planeta".
(09 de Janeiro de 2015) © Innovative Media Inc.
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