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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cardeal Parolin: o papa visita o pequeno rebanho cristão na Ásia

Secretário de Estado vaticano fala da visita papal ao Sri Lanka e às Filipinas


Cidade do Vaticano, 09 de Janeiro de 2015 (Zenit.org)


O papa está prestes a visitar o continente que é "o berço das grandes religiões do mundo" e no qual a Igreja "é um pequeno rebanho" em meio a uma realidade muito vasta e complexa. Na Ásia, a Igreja assume uma missão importante em "actividades de caridade no campo da saúde e da educação" e no diálogo entre as religiões, que é "fundamental para a paz no mundo de hoje e é um dever de todas as religiões".

Faltando poucos dias para a partida do papa Francisco ao Sri Lanka e às Filipinas, o cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, falou da viagem durante uma entrevista feita pelo Centro Televisivo Vaticano e pelo jornal L'Osservatore Romano.

O cardeal identifica na Igreja "uma ponte", especialmente no Sri Lanka, onde a convivência nem sempre é fácil. “A Igreja congrega membros dos dois principais grupos étnicos do país, os tâmeis e os cingaleses, e por isso ela conhece um pouco do que está no coração de todos eles e as suas expectativas. Assim, ela pode levar a cabo esta tarefa de reconciliação, de diálogo e de colaboração".

Símbolo da "Igreja ponte" é o santuário de Madhu, que o papa vai visitar e que se localiza em uma região predominantemente tâmil. "O Madhu é conhecido, apreciado e frequentado por membros de outras religiões, não só pelos católicos", diz Parolin.

Mas as feridas da guerra civil no Sri Lanka ainda não estão completamente curadas. "Eu acredito que o papa Francisco, tal como fez em 8 de Fevereiro ao se encontrar com a comunidade do Sri Lanka no Vaticano, vai recordar todos esses episódios dolorosos, as muitas lágrimas que foram derramadas por causa da violência e da crueldade do conflito. Não para reabrir as feridas, mas para lançar um olhar em direcção ao futuro".

Quanto às Filipinas, Parolin disse: "O papa quer, com esta viagem, dar continuidade à da Coreia, concentrar a atenção da Igreja nesta realidade e, ao mesmo tempo, inserir-se na jornada de nove anos que está nos levando rumo à celebração do quinto centenário da chegada do Evangelho às Filipinas, em 1521. E este ano é o ano dedicado aos pobres".

Parolin também lembrou que "as Filipinas, geograficamente, têm tido uma relevância central: basta pensar em quantas reuniões importantes foram realizadas lá, começando com a visita do beato Paulo VI em 1970, que deu origem à constituição da Federação das Conferências Episcopais da Ásia". Ele também recorda o elevado número de jovens que chegam de outras partes da Ásia para estudar nas universidades católicas filipinas, além da "irradiação de filipinos por todo o mundo".

O "potencial de evangelização" das Filipinas é "múltiplo", acrescenta o cardeal Parolin. "O importante é que a Igreja nas Filipinas acolha esta mensagem e este impulso dado pelo papa Francisco para ser uma Igreja que sai a campo: uma Igreja que ouve a tarefa da evangelização e do anúncio do Evangelho".

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