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domingo, 18 de janeiro de 2015

A anciã vivia de deitar as cartas, temendo a morte, incapaz de rezar: a sua neta decidiu actuar

A que oração ir para obter a sua conversão? 

Não é só um divertimento ou uma farsa: a crença na adivinhação
do futuro é um obstáculo ao amor de Deus.
Actualizado 13 de Dezembro de 2014

ReL

Violetta é uma jovem na casa dos vinte anos alemã que tinha um particular apreço pela sua avó. Tinha uma razão acrescida ao natural amor de uma neta: "Sempre foi boa connosco, defendia-me a mim e aos meus irmãos do nosso pai, que nos batia", recorda. E era algo mais que uma protecção física, pois também os alimentava.

Como? "Ao longo de quase toda a sua vida foi adivinha de cartas para ganhar dinheiro. O benefício que sacava dele servia-lhe para manter-nos a nós", conta a jovem. Violetta é católica, e também o é a sua avó, pelo menos formalmente, mas, aos 88 anos e gozando todavia de boa saúde, não pisava a igreja: "Não recordo vê-la rezar ou ir à Missa".

Uma "fada boa" incapaz de rezar

Isto torturava a sua neta, de boa formação cristã, e sabedora de que os futuros contingentes, quer dizer, tudo aquilo que depende do livre arbítrio das pessoas, não os conhece nem o demónio, e de que, portanto, toda a pretensão adivinhadora, inclusive se se recorre à invocação satânica, é inútil. "A consulta de horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e sortes, os fenómenos de visão, o recurso a médiuns encerram uma vontade de poder sobre o tempo, a história e, finalmente, os homens, uma vez que um desejo de granjear-se a protecção de poderes ocultos. Estão em contradição com a honra e o respeito, mesclados de temor amoroso, que devemos somente a Deus", disse o Catecismo da Igreja católica (n. 2116).

"Desgraçadamente para ela", recorda Violetta em Amaos pensando na mãe da sua mãe, "passava por ser uma fada boa, assim que as pessoas iam em massa ao seu domicílio para que lhes adivinhasse o futuro. Quando eu era pequena, pensava que tudo isso era algo normal e não era consciente de que adivinhar pelas cartas é pecado e que podia trazer muitas desgraças".

Quando a senhora começou a padecer os achaques da idade mudou-se para a Polónia a viver com a sua filha, mas isso não mudou a sua má vontade à religião, aparentemente incompreensível. Não via sentido na oração nem na missa: "Inclusive quando o ano passado morreu o avô, não veio à eucaristia". Em ocasiões confessava que havia "algo" que a assustava e que temia a morte, mas era incapaz de rezar: "A minha mãe queria chamar um padre para que a avó pudesse confessar-se, mas como não queria saber nada disso, não existia tal opção".

"Eu mesma me recordava sempre da avó nas minhas orações e pedia a Jesus que tivesse misericórdia dela e que lhe desse a graça de poder confessar-se e receber o seu perdão antes de morrer", explica Violetta.

Para casos especiais... A Coroa

Mas vendo que nada mudava, em finais de um mês de Agosto a jovem decidiu rezar durante o mês de Setembro à Coroa da Divina Misericórdia. Em 22 de Setembro recebeu uma chamada de telefone: tinham levada a anciã na ambulância para o hospital dias atrás em consequência de um enfarto, e continuava internada: "Horrorizei-me pensando que talvez a avó não tivesse tido tempo de reconciliar-se com o Senhor, mas depois nos inteirámos de que melhorou".

Violetta intensificou o seu rezar à Coroa, pedindo a Jesus que a avó não morresse naquele estado de alma: "Suplicava-lhe e chorava... Pedia-lhe que lhe mostrasse a sua misericórdia e que visse as coisas boas que ela tinha feito por nós".

E sucedeu o milagre, que lhe contou assim a mesma anciã à sua filha, e esta a Violetta: “Passou um padre pelo quarto e chamei-o. Esteve duas vezes. Confessou-me, comunguei e beijei o sacerdote na mão. Olha, agora posso morrer”. O padre deu à avó uma pequena imagem de Jesus Misericordioso com a seguinte nota: “O dia 22 de Setembro confessou-se e recebeu a Sagrada Comunhão”. Era o dia de aniversário de Violetta: "Querido Jesus, agradeço-te de todo o coração", conclui.

Como se reza a Coroa da Divina Misericórdia?
Utiliza-se um rosário normal.

Começar com um Pai Nosso, Ave-maria, e Credo.

Ao começar cada dezena, nas contas que no rosário se utilizam para o Pai Nosso,  diz-se:

"Pai Eterno, ofereço-te o Corpo,
o Sangue, a Alma e a Divindade
do Teu Amadíssimo Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
para o perdão dos nossos
pecados e os do mundo inteiro."

Nas contas pequenas, que no rosário se utilizam para o Ave-Maria, diz-se:

"Pela Sua dolorosa Paixão,
tem misericórdia de nós
e do mundo inteiro."

Ao finalizar as cinco dezenas da coroa repete-se três vezes:

"Santo Deus, Santo Forte,
Santo Imortal, tem piedade de
nós e do mundo inteiro."

A promessa de Jesus a Santa Faustina Kowalska (1905-1938, canonizada no ano 2000)
“Filha Minha, anima as almas a rezar a coroa que te dei. Aqueles que rezem esta coroa, Tenho o prazer em dar-lhes o que Me peçam. Quando a rezem os pecadores empedernidos, encherei as suas almas de paz e na hora da sua morte será feliz. Escrevê-lo para as almas afligidas: quando uma alma veja e conheça a gravidade dos seus pecados, quando aos olhos da sua alma se descubra todo o abismo da miséria na qual caiu, não se desespere, mas sim que se arroje com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança nos braços da sua mãe amadíssima. Estas almas tem prioridade no Meu Coração compassivo, elas tem preferência na Minha misericórdia. Proclama que nenhuma alma que invocou a Minha misericórdia ficou decepcionada nem sentiu confusão. Tenho o prazer particularmente na alma que confia na Minha bondade. Escreve: quando rezem esta coroa junto aos moribundos, Pôr-Me-ei entre o Pai e a alma agonizante não como o Juiz justo mas sim como o Salvador misericordioso” (Diario de Santa María Faustina Kowalska, n. 1541).


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