Vivo a família como um constante exercício de exigência atlética de quem está sempre num ginásio!
Dizem que, para se ter uma família sólida, a mesma deve ter algumas características: como amor, tempo partilhado, aceitar-se mutuamente, comunicação, união, oração, gratidão e fé!
Começando pelo primeiro, o amor, é talvez o mais fácil e ao mesmo tempo o mais delicado de viver, pois escolhi o meu marido porque me enamorei por ele e hoje o amo! E naturalmente vieram os filhos.
É no convívio da família nuclear e por vezes na mais alargada, que se sente e espelha esse sentimento. Ao ser generosa, com as pequenas palavras de “obrigada”, “por favor”, “com licença”, ao elogiá-los com expressões: “és bonito/a”, “gosto muito de ti”!
Quanto ao tempo partilhado com a família, partilhando as rotinas com o meu marido nas actividades escolares dos meninos, abdicando de tempos solitários de descanso, ensinando-os a cozinhar, a fazer um bolo ao domingo à tarde, a ver um filme em família, a ensiná-los a tratar da roupa e das refeições - grandes momentos em que nos confrontamos com o que somos e sentimos, assim como o que o outro é e sente!
E é realmente aí, com os filhos e o marido, que encontro desafios constantes das diferenças que nos completam, mas que valem a pena! E quando no fim do dia, à hora do jantar, os filhos partilham com alegria um acontecimento passado na escola - o que os marcou - relatam o que aprenderam e como viveram com os colegas e professores.
E aí, questiono-os, procurando que, para além dos factos, expressem o que sentiram e como reagiram, para que se dê algum sentido ao sucedido. É também poder rir das brincadeiras e piadas que eles dizem e por vezes partilhar as lágrimas de sofrimento deles… Aí está a o desejo imenso e diário de os compreender e de ser compreendido! Convivendo com a minha imperfeição e alguma deles!
É o tempo de desfrutarmos a companhia, de assistir às diversas actividades dos filhos e ver como crescem e se vão tornando pessoas! Por vezes, no corre-corre do dia-a-dia, só há tempo de “paragem forçada” de oração antes da refeição, mas transmitir-lhes esta gratidão para com Deus, por tudo de bom que lhes acontece na vida, transmitindo a fé que também recebemos dos nossos pais, fé essa que nos permite afirmar que, também assim, podemos já antever o estarmos para sempre com o Senhor. É sobretudo não esquecer nunca a presença em família na Eucaristia dominical!
Na minha família, sou querida e valorizada pelo que sou! E sei que, aconteça o que acontecer, sempre poderei contar com todos e cada um!
Rita Fonseca

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