KHALED HOSSEINI, O menino de Cabul, Lisboa, Ed. Presença, 2013, 336.
Amir e Hassan são duas crianças unidas por muitas coisas, nomeadamente dois sentimentos: o amor aos papagaios de papel e o amor a Amir. Filho do senhor da casa e filho do criado da casa, respectivamente, os dois rapazes partilham intensamente a vida um do outro, pelo menos na medida em que tal é possível a duas pessoas em situações de vida tão diferentes. A relação entre ambos é marcada por uma fidelidade sem par de Hassan a Amir; e este, embora tenha um afecto sincero pelo amigo, não deixa nunca de vincar claramente a sua superioridade, real ou construída.
Amir e Hassan são duas crianças unidas por muitas coisas, nomeadamente dois sentimentos: o amor aos papagaios de papel e o amor a Amir. Filho do senhor da casa e filho do criado da casa, respectivamente, os dois rapazes partilham intensamente a vida um do outro, pelo menos na medida em que tal é possível a duas pessoas em situações de vida tão diferentes. A relação entre ambos é marcada por uma fidelidade sem par de Hassan a Amir; e este, embora tenha um afecto sincero pelo amigo, não deixa nunca de vincar claramente a sua superioridade, real ou construída.
Mas Hassan tem uma coisa que falta a Amir, e que acabará por marcá-lo de forma indelével, a ele e a toda a trama dos acontecimentos: um pai que o ama de forma incondicional.
A infância dos dois amigos decorre de forma feliz e relativamente isenta de preocupações até que, no dia do grande torneio de papagaios de papel, tem lugar um acontecimento trágico, que tornará visíveis as diferenças de carácter entre os dois rapazes, e que acabará por separá-los para sempre.
Segue-se a invasão do Afeganistão pelos russos, com o seu cortejo de horrores, e Amir e o pai fogem para o estrangeiro, acabando por se instalar nos Estados Unidos, onde farão a sua vida.
Mas o que aconteceu em Cabul naquele dia fatídico não deixa de perseguir Amir, que se verá forçado a regressar à pátria muitos anos depois – quando esta já se encontra sob o domínio dos talibã e sujeita a horrores ainda maiores –, procurando redimir um mal que, na altura, a sua cobardia o impediu de praticar.
Romance emotivo, ocasionalmente mesmo sentimental, acerca da amizade e do perdão e das segundas oportunidades que nos são oferecidas para emendarmos um mal feito.
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Maria José Figueiredo

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