Peter Kassig era agente humanitário norte-americano e tinha se convertido ao islão
Roma, 17 de Novembro de 2014 (Zenit.org) Sergio Mora
Milicianos do grupo terrorista Estado Islâmico (EI)
decapitaram o agente humanitário Peter Kassig, sequestrado na Síria em
2013. O vídeo de mais esta selvajaria foi divulgado na internet, assim
como os das anteriores decapitações perpetradas pelo mesmo grupo
extremista.
Kassig, 26 anos, tinha sido capturado na localidade síria de Deir
Ezzor em Outubro do ano passado, quando prestava ajuda médica à
população daquele país em guerra civil. O vídeo do assassinato mostra um
miliciano encapuçado que afirma ter recém-decapitado a vítima, cuja
cabeça aparece ao seu lado.
O agente humanitário norte-americano tinha se convertido ao islão
durante o cativeiro e mudado de nome para Abdul-Rahman, segundo
informações de pessoas que o conheciam.
As imagens mostram também uma decapitação massiva de soldados sírios
capturados pelos fanáticos do EI, precedida por uma fila de milicianos
que vão obrigando os reféns a se ajoelharem para ser degolados.
Em paralelo a estes gestos estarrecedores, o Centro Árabe de Pesquisa
e Estudos Políticos realizou um levantamento no Iraque e descobriu que
90% da população é contrária ao Estado Islâmico. Por outro lado, cerca
de 8% dos entrevistados apoia o grupo.
Mohamed Almasri, coordenador do projecto do Centro Árabe de Pesquisa e
Estudos Políticos, sediado em Doha, no Catar, acrescentou que a sondagem
envolveu, além do Iraque, 5.100 entrevistas no Líbano, na Jordânia, na
Tunísia, na Palestina, no Egipto e na Arábia Saudita. Identificou-se, no
conjunto do estudo, que 11% dos entrevistados têm uma percepção positiva
sobre o Estado Islâmico.
O mesmo levantamento indica que 37% dos entrevistados é contrário aos
ataques aéreos da coligação internacional contra as milícias islâmicas;
59% os apoia; 22% considera que a coaligação atingirá os seus objectivos e
45% é contra a intervenção terrestre.
(17 de Novembro de 2014) © Innovative Media Inc.
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