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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Mons. Tomasi: As guerras são um fracasso da política e da humanidade

O Observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas deplora a falta de responsabilidade com relação aos restos explosivos de guerra e os artefactos abandonados


Roma, 17 de Novembro de 2014 (Zenit.org)


A Sala de Imprensa do Vaticano difundiu neste sábado a declaração do arcebispo Silvano M. Tomasi, representante permanente da Santa Sé nas Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Genebra, na 8ª Conferência dos Estados Partes no Protocolo V da Convenção sobre as Proibições ou Restrições do uso de certas armas convencionais que podem ser consideradas excessivamente nocivas ou de efeitos indiscriminados (CCW). No texto, Mons. Tomasi destaca que “as guerras e os conflitos armados são sempre um fracasso da política e da humanidade”. Além do mais, “quando a comunidade internacional não consegue manter a paz, não deve aceitar um segundo fracasso”.

Nesta linha, o arcebispo recorda que "a Convenção e seus Protocolos, incluindo o Protocolo V, destinam-se a ser uma parte importante da estrutura do direito internacional humanitário, que não é um fim em si mesmo, mas um meio para proteger os civis nos conflitos armados". Também destaca que “o Protocolo V é uma tentativa modesta de evitar que pessoas inocentes se tornem vítimas, uma vez o conflito tenha terminado”. “O seu cumprimento não é só uma obrigação legal. É, antes de mais nada, um dever moral com o povo e um dever político para restabelecer a paz”, acrescenta.

Por uma questão de credibilidade, e para manter a porta aberta à negociação e à adopção de outros instrumentos no futuro, Mons. Tomasi indica que “é responsabilidade de todos os Estados membros tomar a sério a aplicação deste instrumento, tanto na sua dimensão preventiva, quanto na sua dimensão correctiva”. “Os muitos conflitos recentes no Oriente Médio, África, África do Norte, Europa, nos lembram as nossas responsabilidades com relação aos restos explosivos de guerra e aos artefactos abandonados”, enfatiza. Também diz que “é preciso ter presente que a maioria dos países em conflito são países onde nem sempre se tem os meios suficientes para superar as suas consequências”.

Finalmente, o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas acredita que deveria haver uma maior cooperação entre os Estados, as organizações internacionais e as organizações não-governamentais, para prevenir e reparar os danos causados pelos resíduos explosivos de guerra.

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