O Observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas deplora a falta de responsabilidade com relação aos restos explosivos de guerra e os artefactos abandonados
Roma, 17 de Novembro de 2014 (Zenit.org)
A Sala de Imprensa do Vaticano difundiu neste sábado a
declaração do arcebispo Silvano M. Tomasi, representante permanente da
Santa Sé nas Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em
Genebra, na 8ª Conferência dos Estados Partes no Protocolo V da
Convenção sobre as Proibições ou Restrições do uso de certas armas
convencionais que podem ser consideradas excessivamente nocivas ou de
efeitos indiscriminados (CCW). No texto, Mons. Tomasi destaca que “as
guerras e os conflitos armados são sempre um fracasso da política e da
humanidade”. Além do mais, “quando a comunidade internacional não
consegue manter a paz, não deve aceitar um segundo fracasso”.
Nesta linha, o arcebispo recorda que "a Convenção e seus
Protocolos, incluindo o Protocolo V, destinam-se a ser uma parte
importante da estrutura do direito internacional humanitário, que não é
um fim em si mesmo, mas um meio para proteger os civis nos conflitos
armados". Também destaca que “o Protocolo V é uma tentativa modesta de
evitar que pessoas inocentes se tornem vítimas, uma vez o conflito tenha
terminado”. “O seu cumprimento não é só uma obrigação legal. É, antes
de mais nada, um dever moral com o povo e um dever político para
restabelecer a paz”, acrescenta.
Por uma questão de credibilidade, e para manter a porta aberta à
negociação e à adopção de outros instrumentos no futuro, Mons. Tomasi
indica que “é responsabilidade de todos os Estados membros tomar a sério
a aplicação deste instrumento, tanto na sua dimensão preventiva, quanto
na sua dimensão correctiva”. “Os muitos conflitos recentes no Oriente
Médio, África, África do Norte, Europa, nos lembram as nossas
responsabilidades com relação aos restos explosivos de guerra e aos
artefactos abandonados”, enfatiza. Também diz que “é preciso ter presente
que a maioria dos países em conflito são países onde nem sempre se tem
os meios suficientes para superar as suas consequências”.
Finalmente, o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas
acredita que deveria haver uma maior cooperação entre os Estados, as
organizações internacionais e as organizações não-governamentais, para
prevenir e reparar os danos causados pelos resíduos explosivos de
guerra.
(17 de Novembro de 2014) © Innovative Media Inc.
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